segunda-feira, 18 de maio de 2009

Sobre panelas e tampas...


Ok, eu concordo que ser solteiro hoje em dia não é bolinho - e olhe que tenho adquirido bastante propriedade para falar sobre o assunto -, mas acho que protestos e passeatas contra a solteirice são, digamos assim, "um pouco demais para a cabeça". A primeira informação que tive sobre a Marcha dos Sem Namorado, que aconteceu ontem no Parque do Ibirapuera, foi a de que seria um protesto exclusivo "de garotas". Rapidamente me programei para marcar presença e preparar um mega post bem-humorado para o Garotas - afinal visualizei centenas de mulheres indignadas, vestindo camisetas com frases espirituosas e criativas do tipo "Cansei de homens de segunda" e "Quero homens de primeira já!". Não seria uma pauta perfeita para este blog? Pois bem, mas minha empolgação jornalística-feminista durou pouco: logo depois descobri que o tal evento era para solteiros em geral, de ambos os sexos. Ficou, então, uma dúvida no ar: mas que raios de protesto é esse? Protesto, pra mim, é contra alguma coisa bem objetiva. É um ato de indignação, ora bolas! Não consegui entender exatamente qual seria o motivo dessa marcha... Abaixo a solteirice? Não faz sentido! Bom, mas mesmo assim tomei coragem, espantei a preguiça dominical, peguei o meu bloquinho e fui (atrasadíssima, como de costume) para o Ibirapuera acompanhada de uma amiga. Rodamos, rodamos, quase fomos atropeladas por inúmeras bicicletas desenfreadas, rodamos mais um pouco e finalmente alcançamos a tal passeata, que já estava literalmente "nos 45 do segundo tempo". Nada de cartazes, nada de gritos de protesto: apenas um aglomerado de pessoas caminhando e uma penca de fotógrafos disparando flashes para todos os lados. Respiramos fundo e nos jogamos na marcha dos sem rumo atrás de informações. Demos cinco passos e clic!, lá estávamos nós duas em primeiro plano na fotografia de algum repórter - para desespero de minha amiga, que é casadíssima e teria de enfrentar uma crise conjugal caso a imagem estampasse algum jornal no dia seguinte. Enfim, continuamos caminhando no meio da galera e eu comecei a tentar puxar conversa com alguns participantes. De início, ninguém quis assumir que estava ali por causa do movimento. "Acabei de chegar e nem sei o que está acontecendo aqui", foi o que mais ouvi. Instantes depois, encontramos um jornalista simpático que forneceu o telefone de uma das organizadoras do evento e resumiu a passeata em apenas uma frase: "Foi uma espécie de micareta, só que de solteiros". Segundo ele, o clima de paquera estava fortíssimo, e em vários momentos do percurso rolaram aquelas rodinhas de gente gritando "beija, beija!" em volta de possíveis futuros casais. Olha que genial! Segundo a organização do Movimento dos Sem Namorados - que tem site na Internet e até assessoria de imprensa! -, mais de 3 mil pessoas participaram da marcha de ontem - e desse total, saíram cerca de 53 casais formados. Eu, no entanto, confesso que achei o evento bem de segunda. De primeira mesmo, só a sacada de marketing desse tal site ParPerfeito, que com a organização dessas duas inusitadas passeatas - uma no Rio e essa em SP - conseguiu destaque em toda a imprensa nacional. E você, o que achou da Marcha dos Sem Namorado? Acha que é batendo na panela que se encontra uma tampa das boas?

terça-feira, 12 de maio de 2009

Acupuntura no prato


Lembro bem do dia em que vi pela primeira vez, ao vivo e a cores, uma vaca sendo "assassinada" bem na minha frente. Eu estava numa cidadezinha chamada Portalegre, interiorzão do Rio Grande do Norte, participando de um projeto da universidade, e fiquei absolutamente chocada com a cena: o animal foi abatido com uma marretada no crânio, e agonizou por um tempo razoável. Depois de presenciar o horror, fiquei sem conseguir comer carne por algum tempo, remoendo o que tinha visto. Lembrava do estresse da vaquinha poucos segundos antes de morrer, tentando fugir, aflita com seu cruel desfecho, e passei a sentir um misto de culpa e revolta toda vez que via um bifão sangrento em um prato qualquer. Mas a verdade é que a fase vegan consciente durou pouco. Apesar de ter uma mãe vegetariana há mais de 25 anos, sou do time dos "carnívoros", no entanto confesso que admiro profundamente quem opta banir a carne de seu "menu pessoal". Isso porque acredito, sim, que todo o pânico do animal antes do abate fica em sua carne - e, consequentemente, vem para o nosso prato. Por este motivo, achei interessante a notícia de que uma empresa japonesa desenvolveu uma técnica de acupuntura para peixes que vão virar sushi e sashimi. A idéia é que eles fiquem "mais relaxadinhos" antes de morrerem... Não é demais? Agora a técnica podia ser utilizada também para outras carnes! Pelo menos, isso talvez fosse capaz de diminuir o remorso de vegetarianas frustradas como eu...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O cortejo



Fazia anos que eu não via um caixão. Sabendo que ali dentro tem gente. Pois sábado passado, em Paraty, passou um cortejo fúnebre pelo Centro Histórico. Tarde de sol. Eu estava numa mesinha de bar, tomando uma caipirinha, de repente olho e vejo, na esquina, um caixão, carregado pelas alças por quatro homens, seguidos por mulheres com flores nas mãos e véus na cabeça, em um monte de gente atrás. Na cidade grande a gente não vê esses rituais, que, de alguma forma nos fazem lembrar dos ciclos da vida. Lembro de uma reportagem que fiz uma vez sobre o luto. Uma psicóloga especialista no tema me dizia que, hoje, as pessoas tem mais dificuldade em superar o luto, porque a morte ficou distante, em velórios tercerizados e produzidos. Outro dia li sobre uma empresa que tem um buffet para velórios vip, com comes, bebes, e lembrancinhas! Não se vela mais o ente querido na sala de estar. Nem na igreja. Segundo a psicóloga, essa proximidade, antigamente, ajudava a elaborar a perda. Uma coisa é "beber" à memória de quem se foi, lembrando dos bons momentos em vida. Outra é criar uma despedida fria e fake. No México, o Dia dos Mortos é uma festa colorida, com muita tequila, flores e catrinas sorridentes (caveiras), até em forma de docinhos. Bebe-se em memória dos amados, lembrando que a morte pode estar na esquina. Como o cortejo que passou, e me pareceu tão humano...

terça-feira, 5 de maio de 2009

No divã com a diva

Logo mais, às 21h30, essa diva queridíssima aí da foto vai estar brilhando e arrasando no palco do Bourbon Street Music Bar (quem acompanha o Garotas já sabe que Luciana Alves é uma cantora absolutamente de primeira e amiga muito, muito especial). Sendo assim, resolvi convidar a estrela da noite para participar do nosso Quiz GS:

1 – Minha definição de segunda-feira:
Dia de (re)começar na academia...

2 – Uma receita de primeira com ingredientes de segunda:
Patê de fois gra! (o fígado de um pobre ganso sofredor!)

3 – Uma balada de segunda(-feira):
Pôr em dia o sono atrasado de um fim de semana muito animado...

4 – “Parece de segunda, mas é de primeira”:
Saber cantar "Dancing Queen" do ABBA.

5 – “Parece de primeira, mas é de segunda…”
A loja da Daslu (parece de primeira??)

6 – Uma pessoa de primeira:
Michelle Obama!! Deve ser muito de primeira, essa.

7 – Uma attitude de quinta:
Preconceito.

8 – Um programa de quinta:
Ter que levar os sobrinhos amados no show do High School Musical.

9 – Um dia em que eu me senti de segunda:
O dia que começou com uma briga com o namorado, seguiu numa discussão com o gerente do banco e terminou com um baita escorregão no meio da rua!

10 – Um antídoto contra a TPS (Tensão Pré-Segunda):
Cantar!!

Luciana Alves, 32 anos, é cantora e vai se apresentar hoje, terça-feira, no Bourbon Street Music Club, a partir das 21h30. Se você, como eu e Rosane, é fã da boa música brasileira, preste muita atenção nesta dica de primeira: O SHOW É IMPERDÍVEL! Nos vemos lá!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Pra semana




"Terça é o dia mais sem-graça que existe. Sem a gravidade
de uma segunda-feira, dia de remorsos e decisões."
Luis Fernando Veríssimo, ontem, no Estadão


Também não sou lá muito fã das terças. Gosto das quintas. Ainda há tempo últil para fazer o que falta e o fim-de-semana se aproxima... E o seu dia de semana preferido, qual é? E por quê?

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A voz da dona e a dona da voz


Eu não sei tietar. Não sei e não gosto. Tenho pavor das pessoas que ficam esperando os artistas na porta do camarim, gritando, pedindo autógrafo… Morro de vergonha, definitivamente. Mas depois de escutar o primeiro (e maravilhoso) cd do violonista e compositor Chico Pinheiro, “Meia Noite Meio Dia”– um álbum de primeiríssima, todo estrelado, cheio de participações mega especiais -, caí de amores por uma cantora chamada Luciana Alves. Em meio a Lenine, Ed Motta, Maria Rita e Chico César, eu só ouvia ela, essa tal de Luciana, a moça que tinha a voz mais doce e suave que eu já havia escutado. Pois bem, então lá fui eu pro Orkut ver se encontrava a dona dessa voz apaixonante. “Alguém que tem uma voz tão querida e delicada não pode ser chata ou esnobe”, pensei, enquanto clicava para adicioná-la como amiga, escrevia algum scrap todo “tietoso” e morria de vergonha de mim mesma pelo comportamento “de segunda”. Isso foi há mais de cinco anos. Hoje, Luciana é simplesmente uma das amigas mais especiais e valiosas que fazem parte da minha vida. E é por essas e outras que estou tão orgulhosa, feliz e radiante com seu show solo, que acontece na próxima terça-feira, 5 de maio, no Bourbon Street, em São Paulo – e que eu, como fã master, super recomendo a todos os leitores e leitoras do Garotas. Afinal, posso realmente dizer que "senti na pele" o poder da voz e da música dessa artista de primeiríssima! Quer entender exatamente do que estou falando? Então vá ao show - e depois volte aqui para dizer se a minha tietagem de segunda lááá atrás não está mais do que justificada...

Serviço:

LUCIANA ALVES NO BOURBON STREET MUSIC CLUB
Dia 5 de maio, terça-feira, a partir das 21h30
Rua dos Chanés, 127 - Moema - São Paulo/SP
Couvert Artístico: R$ 35.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Se essa moda pega...

Imagine a seguinte cena: você está lá no bem-bom com um mocinho, toda feliz da vida. A noite está linda e a coisa começa a pegar fogo. Você, como uma garota super prevenida e bem-resolvida, pergunta para o moçoilo se ele tem um preservartivo, pois só assim vocês podem dar sequência ao momento caliente. Ele, então, tira do bolso uma camisinha diferente: feita de tripa de ovelha. Tudo por causa do meio ambiente, já que os preservativos de látex demoram cerca de 300 anos para se decompor na natureza – e esse feito de tripa, apenas um. Seja sincera: você não inventaria um ótimo pretexto para sair correndo? Eu juro que iria embora. Pra mim, ecochatice tem limite! Ok, cuidar do planeta é absolutamente fundamental, mas ser ecologicamente correto até na hora da transa já é demais! Hoje soube que produtos “green” estão ganhando as prateleiras também dos sex shops. Agora existe vibrador solar – que dispensa o uso de pilhas –, camisinha orgânica (detalhe básico: que ajuda a evitar gravidez, mas não protege contra DSTs) e lubrificante natural! Fiquei apavorada! Já pensou se essa moda pega?

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Salve Jorge!




Hoje é dia de São Jorge. Feriado no Rio. Só lá, pode? Gosto das cores fortes de sua imagem, do cavalo branco, de sua valentia. Fica aqui uma homenagem ao santo guerreiro da Capadócia, e que ele nos inspire a batalhar pelos nossos desafios. Para quem tem de matar um dragão todo santo dia.. Salve Jorge!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Flerte fatal

Conheci recentemente essa canção do Celso Fonseca. Simplemente deliciosa. A letra toca num assunto tabu: um flerte entre duas pessoas casadas --com outras pessoas... Ou seja, dois casais, e ela demonstrando uma "queda" pelo marido alheio. Há quem classifique logo a coisa como de segunda... de quinta. Mas "Viver é um perigo", diz a letra. Eu tento não julgar nada. Só não tolero a vulgaridade. Faça o que quiser, desde que não seja algo banal, vulgar, se é que você me entende. E a música coloca a situação de de um jeitinho tão interessante, palavras no lugar certo. O desejo às vezes está ali, "mas deixa pra lá". Ou não, como diria Caetano (aliás, separado desde o nascimento de Celso Fonseca. Como se parecem!) Seria uma versão moderna e mais cool da "Namoradinha de um amigo meu" (do Rei)? Achei esse vídeo ótimo em que Celso canta sua "Queda", com Paulinho Moska. Me diga depois: você já viveu algo parecido? E deixou pra lá? Ou não?

terça-feira, 14 de abril de 2009

Já comeu a sua Paloma Pascal hoje?


Quando recebi uma mensagem de um amigo "astro do rock" dizendo que ganhou uma colomba na Páscoa e se lembrou de mim, no mesmo instante imaginei: a colomba só podia se chamar Paloma. Claro! Óbvio! Bastou apenas um clique e logo confirmei a minha terrível suspeita: sim, uma rede paulistana de confeitarias resolveu mesmo batizar as colombas pascais de "Palomas Pascais". Olha que ótimo! Pra piorar, estão sendo comercializadas três versões do bolinho-xará: a Zero, a Light e a Tradicional! É Paloma pra tudo que é gosto! Pior que isso, só ter que aturar os coleguinhas da escola tirando sarro porque a mãe comprou os papéis higiênicos "Paloma". Alguém já viu este absurdo? Laaaaaama! Nunca vou me esquecer de um pentelho que chegou a levar um pedaço da embalagem e tirou no meio da aula, só pra sacanear... Traumas da infância! Agora, fica o mistério: primeiro, foi papel higiênico - um produto de quinta, convenhamos; agora essa coisa de colomba pascal - que na minha opinião é de segunda, já que não suporto frutas cristalizadas (e sem contar que paloma, em espanhol, quer dizer "pomba", e que eu saiba, o símbolo da Páscoa é o coelho). Será que o próximo produto com meu nome vai ser de primeira?

segunda-feira, 13 de abril de 2009

(Des)embalos de sábado à noite

Já falei aqui sobre vergonha alheia – ou, como diz um amigo meu, “VPP” (Vergonha Pela Pessoa), aquele sentimento que vira-e-mexe nos acomete instantes após apertarmos o power da televisão e nos depararmos com conteúdos absolutamente toscos e constrangedores, mas juro que foi neste sábado de Aleluia que eu definitivamente quis abrir um buraco no meio da sala e me enfiar lá dentro por tempo indeterminado. Tudo graças a um programa chamado “50 por 1”, que é veiculado pela TV Record, “apresentado” (com aspas mesmo!) pelo engomado-endinheirado Álvaro Garnero e que eu tenho o maior orgulho de afirmar que desconhecia. Alguém já viu isso? Gente, que vergonha! Será que ninguém nunca teve a bondade de contar pro rapaz que ele não leva o menor jeito para a televisão? Ouso arriscar que nem a Caroline Bittencourt consegue engolir as piadinhas e frases (mal) feitas de seu amado (será que eles ainda são namorados? Ai, juro que tenho preguiça de pesquisar!)... Enfim, mas o fato é que no site do programa, descobri que a proposta inicial de Garnero era a de “dividir 50 das suas principais experiências de viagem com o telespectador”, no entanto, com o sucesso da primeira temporada (?), a equipe resolveu fazer "muito mais". Ok, existe gosto pra tudo nesse mundo, mas na minha modesta opinião, nem as mais belas paisagens de lugares como Grécia, Itália e Egito – países visitados na última edição - conseguem aliviar o sentimento de VPP. Até a trilha sonora é de quinta (parece musiquinha de motel)... A única coisa boa é que depois de assistir algo assim, a gente fica se sentindo o máximo – super talentosa, super profissional, super de primeira. Trocando em miúdos, rola aquela certezinha básica de que brilhar na tevê é apenas uma questão de possuir "alguns milhões de dólares" no banco. Hmmm, será que algum milionário generoso e visionário não quer patrocinar um programa com as autênticas Garotas de Segunda? Cá entre nós, creio que eu e Rô daríamos muito mais audiência do que Garnero e suas madeixas besuntadas… E você, o que acha?

terça-feira, 7 de abril de 2009

O primeiro pedaço do bolo


Foi triste. Sábado passado eu vi Anita, minha filha de 5 aninhos, se sentir "de segunda". Ou pior: ela se sentiu em segundo lugar, em segundo plano... No coração da melhor amiga. Tudo aconteceu no aniversário da mãe dessa amiga. Festão. Muitos adultos e apenas três crianças pulando, correndo descalças entre a mesa dos pais e a pista de dança (enquanto o "djei-djei", como dizia Anita, testava luz e som). Antes que a carruagem das menininhas virasse abóbora para a festa se transformar num programa de adultos, chegou a hora do bolo. As três ali, saltitantes, mirando os brigadeiros e o glacê branco e pink. A filha da aniversariante no meio, Anita de um lado e a amiga número 2 do outro. Pois na hora de distribuir o bolo, a filha da aniversariante deu o primeiro pedaço para a amiga número 2... E Anita se sentiu a última! Chorou, chorou, mas um choro tão sentido que até eu entrei no drama, me lembrando de quando, por algum motivo, era preterida pelas amigas em alguma brincadeira ou programinha. Como dói! Acho que a amiga nem fez de caso pensado. Simplemente se virou para a direita e deu o bolo para a amiguinha mas próxima. Lembrei também do significado do primeiro pedaço do bolo. Ah, é uma espécie de declaração de amor. Quem ganha, pode mesmo "se sentir". É doce ganhar o primeiro pedaço. Tanto que, nem todos os brigadeiros que Anita engoliu junto com o choro serviram de consolo depois daquele "Parabéns". O segundo pedaço do bolo a gente nunca esquece... E você, qual foi a última vez que ganhou o primeiro pedaço? E qual a primeira vez na vida em que se sentiu "de segunda"?

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Roupas para despistar assaltantes




Vi essas criações da designer japonesa Aya Tsukioka dia desses em um outro blog e achei absolutamente de primeira. Não são geniais? Nossa, quero muito essa bolsa que vira tampa de bueiro... Perfeita para São Paulo!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Um nome pra lá de quinta!

Estive ontem em Osasco para gravar uma pauta e me deparei com essa "loja de oportunidades" chamada Galinha Morta. Fiquei perplexa com o nome! Onde já se viu? Que péssimo gosto! Que morbidez! Não é nem de segunda, é de quinta! Na hora em que dei de cara com a fachada, estava acompanhada de duas amigas, e ambas já conheciam o tal estabelecimento - assim, "de ouvir falar", sabe? Pois bem, foi aí que descobri que a tal rede Galinha Morta é um clássico, só eu não conhecia! Vende bolsas, cintos e sapatos, tudo bem baratinho. Fiquei lamentando horrores por não ter tido tempo para entrar e questionar os funcionários sobre a escolha do nome mega esquisito. Queria teorias! Afinal, o que uma galinha tem a ver com produtos como sapatos e cintos? Deve haver alguma explicação! O pior é que a galinha estampada na fachada é toda "faceira" (como diz minha amiga Elisa); tem cílios enormes e uma super cara de safada. Não parece nem um pouquinho morta - muito pelo contrário... O resultado de tudo isso é que fui dormir ontem tentando formular alguma teoria. Alguém poderia me ajudar?
PS: Faço absoluta questã (!) de pedir desculpas pelo silêncio deste blog nos últimos dias. Eu e Rosita sentamos ontem à noite e reafirmamos o compromisso de sermos mais "de primeira" no quesito "atualizações". Caso contrário, vamos ter que abandonar nosso título de "Garotas de Segunda" e nos inspirar no nome da lojinha acima... e isso nós definitivamente não queremos! De jeito nenhum!

quarta-feira, 25 de março de 2009

quinta-feira, 19 de março de 2009

Um moço de primeira!

Quando iniciamos os trabalhos deste blog, eu e minha parceira Rosane tínhamos traçado uma difícil missão: sair às ruas paulistanas nas noites de segunda-feira à caça de programas capazes de salvar este terrível, cruel e tenebroso dia da semana. Porém, pouco depois da instituição das garotas de segunda no maravilhoso mundo dos blogs, eis que surge uma pedra em nosso caminho: o super-mega-blaster Custe o Que Custar, vulgo “CQC”, que passou a ser exibido pela Bandeirantes no ano passado – e acabou com nossas noitadas no início da semana. Impressionante: ninguém mais quer saracotear na segunda! Tudo por causa do CQC… Pois bem, sendo assim, resolvi contactar um dos "moçoilos de preto" para participar do nosso Quiz GS. Na maior tranquilidade, sabecumé? Os rapazes estão na crista da onda, chiquetérrimos, coisa e tal, então já estava contando com aquele “chá de cadeira virtual", típico dos famosos que certamente recebem uma penca de e-mails com pedidos de entrevista todo santo dia. Mas que nada! Rafael Cortez, o intrépido repórter de primeira (primeiríssima!) do programa, respondeu meu e-mail quase que no mesmo instante. E não foi com aquele blablablá popstar de "respondo depois" não... Já mandou resposta e tudo! Olha que prontidão magnífica! Se eu já era fã, imagina agora…

QUIZ GS

1 – Minha definição de segunda-feira:

Dia de ver o CQC na TV e rezar para não ter pauta na hora do programa… 

2 – Uma receita de primeira com ingredientes de segunda:

Buxada de bode num restaurante francês…

3 – Uma balada de segunda(-feira):

Bar Filial, na Vila Madalena, logo após o CQC… com todo o elenco.

4 – “Parece de segunda, mas é de primeira”:

Rafael Cortez.

5 – “Parece de primeira, mas é de segunda…”

Rafael Cortez.

6 – Uma pessoa de primeira:

Dona Marisa… É a primeira-dama, né?

7 – Uma attitude de quinta:

Qualquer uma que seja tomada um dia depois da quarta-feira.

8 – Um programa de quinta:

Madrugadas no Orkut.

9 – Um dia em que eu me senti de segunda:

Hã?

10 – Um antídoto contra a TPS (Tensão Pré-Segunda):

Perguntem para o Garfield! Ele odeia as segundas… eu não!

Rafael Cortez, 32 anos, é ator, músico e jornalista.

"São tantas coisinhas miúdas..."

Putz, me animei com meu post abaixo sobre os miúdos e fiquei pensando numa música-tema para o Garotas de Segunda. Me ocorreu essa frase do "Grito de Alerta", do Gonzaguinha. Fui parar num Roberto Carlos especial de 1979, Bethânia de cabelos pretíssimos e dentes branquinhos, arrasando desde sempre. Será que essas tantas coisinhas miúdas refletem o espírito do blog? Qual seria a nossa trilha sonora? Sugestões aqui...

quarta-feira, 11 de março de 2009

Moças e miúdos



Mercado da Lapa. São Paulo. Terça-feira, meio da tarde.
Fígado, moela, rabada, bofe (!), cérebro de boi... Eca! Cérebro já é demais.
- Vocês gostam dessas coisas?, perguntei às duas mocinhas debruçadas sobre o balcão do "Rei dos Miúdos". - Não..., dizem, com carinha de nojo. E continuam papeando entre elas os assuntos miúdos de duas adolescentes.
Não deve ser divertido vender algo de que não se gosta. Mas fiquei intrigada mesmo com o cérebro do boi. Com a mesma aparência de cérebro humano, embaladinho. Sei que os argentinos comem. Na grelha. Mauricio, meu partner, conta que comeu quando era moleque. À milanesa. "É gostoso... Parece uma musse, é molinho." Eca 2! Mais essa. O miolo é mole. Alguém já provou?

segunda-feira, 9 de março de 2009

WC de primeira

Todo banheiro tem um trono, mas nem todo trono tem um rei – ou, no nosso caso, um presidente. Explico: Barack Obama está no banheiro aqui de casa. Sim, é isso mesmo: eu e Elisa, minha companheira de lar, levamos adiante mais uma (de muitas!) idéias mirabolantes, e mandamos imprimir uma fotografia maravilhosa do king of the world para pendurar em frente à nossa privada. A justificativa é mais do que simples: somos obametes assumidas. Suspiramos sempre que ele aparece na tevê. Invejamos a Michelle. E somos bem resolvidas, bem criativas e bem humoradas, modestia à parte. Prova disso é que sábado agora fizemos um open house para inaugurar a nossa casitcha e foi ele, nosso Obama, a sensação da festa. Foi ele o centro das atenções da noite. Teve gente que fez até foto! Mas o melhor da história foi quando levamos a fotografia no Nivaldo, dono de uma molduraria pequenininha ali na avenida Pompéia: ele, obviamente, não acreditou que queríamos fazer um quadro todo pomposo com o presidente dos Estados Unidos. Pra piorar a situação, eu e Elisa encasquetamos com a moldura de um quadro que já estava pronto, pendurado na parede da lojinha. Era branca, toda trabalhada, clássica, à altura de nosso Obama! Resultado: Nivaldo, um figura mega-master simpatico e querido, teve que desmontar seu quadro para satisfazer nosso desejo. E caiu na gargalhada quando soube que todo esse esforço acabaria num banheiro. Agora que nossa obra de arte já está em seu devido lugar, cada um faz a sua interpretação: a gente aqui costuma dizer que tomou banho com o presidente. Já um amigo da Elisa, o Ênio, fez uma analogia "interessante" sobre a posição estratégica da fotografia com o "bordão" Yes, We Can - ele até nos mandou de presente essa imagem de primeira (que ilustra este post e que eu adorei) para pendurarmos na porta do nosso WC… Não é inspirador? E você, o que acha da idéia de ter Mr. Obama no banheiro? Conhece mais alguém que pendurou a fotografia do presidente americano no toalete?

sexta-feira, 6 de março de 2009

Dar sem receber


Todo mundo quer uma graninha. Todo mundo quer levar algum. Difícil encontrar alguém que dê um ponto sem nó... Parece tão incrível que uma pessoa faça um favor sem esperar nada em troca que, quando acontece, a gente demora a acreditar. No sábado do último Carnaval, eu fui surpeendida por uma "boa açao". A caminho de Paraty, parei num posto para abastecer. Não tinha tirado dinheiro, levava apenas 30 reais na carteira, além do fiel Visa Electron. Na hora de pagar os 50 reais, deu "transação nao autorizada". Por falta de fundos. Mas eu tinha dinheiro na conta! E nem era pouco. Liguei para o Fone Fácil e, sabe deus porque, meu dinheiro estava preso numa aplicaçào (sim, eu tinha uma, mas com baixa automática. Fiquei sem entender, e mesmo que eu pedisse a baixa, o dinheiro só estaria disponível na conta no próximo dia útil, ou seja, na Quarta-feira de Cinzas!
Que ironia: há alguns meses, eu não tinha dinheiro porque não tinha mesmo. Agora, eu não tinha dinheiro porque tinha. Meu cartão de crédito estava no limite. O posto não aceitava cheques. E a frentista (as mulheres parecem piores nessas situações) era irredutível. Nem meu Peugeot, nem a carteira transada, as unhas feitas e o talão de cheques na mão foram sinais suficientes para a moça considerar a hipótese de que meu chequinho poderia ser quente. Resumindo: eu não tinha como pagar a conta nem com os 30 reais da carteira, e ainda teria três pedágios pela frente.
Desolada, descabelada, morrendo de calor e com o olhar perdido no horizonte, ouvi alguém dizer: "Aceita o cheque dela, vai por mim. Pode aceitar." A "ordem" veio de um moço de bermudão, camiseta, cabelão e bigode, encostado na bomba de gasolina. "Você é daqui do posto?", perguntei. "Não, sou da borracharia." E vi que ele estava tirando umas notas miúdas do bolso para trocar o meu cheque. "Vou preencher um valor maior, pelo favor que voce está me fazendo", sugeri. "Não,senhora. Não esquenta a cabeça não." Ele foi tão enfático que senti que ficaria ofendido com o troco.
Perguntei o nome dele, Tiago. Agradeci e segui em frente, quase emocionada com a generosidade. Afinal, por que ele arriscaria perder 50 reais, e se eu desse um cheque sem fundos? Mas, dez quilometros depois, fui tomada pelo medo: eu tinha anotado o telefone atrás do cheque e comentado que tinha dinheiro aplicado. E se ele fosse um bandido? E se ele ficasse me ligando e me chantageando por algum motivo?
Bom, os 30 reais ainda deram para o pedágio, para o cafézinho, e cheguei à Quarta-Feira de Cinzas sã e salva. Tiago descontou o cheque. Nada mais. Um pequeno favor que não vou esquecer. Ele não ganhou efetivamente nada com isso. Mas é assim que se fabrica um bom carma. O cara é ou não é uma pessoa de primeira? E você, já fez ou recebeu um favor, sem esperar nada em troca?