quinta-feira, 31 de julho de 2008

Garotas de Segunda invadem cozinha do Bar do Biu, em SP

Ãhn?
Garotas produzindo vídeos?
Pois é, enquanto minha parceira curte o finalzinho de suas férias, resolvi pintar e bordar! Fui lá no lendário Bar do Biu e aprendi a preparar uma receita de primeira. Quer ver?



(Um agradecimento mega-power-super especial para um anjo-da-guarda chamado Chica San Martin, flor de amiga que colore e perfuma a minha vida desde que me entendo por gente, e que sempre que está por perto me faz lembrar que a amizade verdadeira é rara, raríssima, mas existe - e é uma das coisas mais lindas e puras deste mundo).

Dicas de primeira para viajantes que não querem enfrentar surpresas de segunda – Parte II


* Não diga para sua mãe que você irá telefonar a cobrar assim que chegar ao destino final. Por alguma razão inexplicável, os telefones públicos – apesar de serem verdadeiras geringonças – são mais complexos do que máquinas de última geração (caso contrário, a garota de segunda que vos fala tem alguma limitação intelectual bastante grave);

* Não se meta com máquinas gringas – trocando em miúdos, não enfie uma nota de 10 euros para comprar cartões que fazem ligações internacionais só porque você se comprometeu a ligar para sua mãe assim que chegasse sã e salva. Lembre-se de que a Lei de Murphy também existe no Primeiro Mundo, e que quando o dinheiro for engolido e o cartão não for cuspido, você sentirá profundo arrependimento por ter jogado praticamente 30 REAIS na lata do lixo (sem contar que no finalzinho da viagem, lá pelo penúltimo dia, quando você não tiver mais nem um puto no bolso para fazer uma refeição decente, você provavelmente irá chorar de saudades dessa graninha terrivelmente desperdiçada);

* Se for para a Itália, por favor, ofereça primeiro a bochecha esquerda na hora do beijinho de “oi”, senão toda vez em que você tiver que cumprimentar alguém vai ser aquela saia justa de segunda;

* Se você tem muitos amigos queridos - ou, pior ainda, um blog com uma amigona de primeira -, não diga a eles antes de partir que irá postar durante a viagem. Isso porque os sinais de wireless nos hotéis são uma facada e as lan houses, além de serem escassas, também cobram o olho da cara. Não se esqueça de que 1 euro = 2,80 reais, e 1 libra = 3,50 REAIS;

* Procure não fazer muitas compras com cartão de crédito. Isso é quase impossível, eu sei, mas experiência própria: manter os pés no chão o tempo todo, fazendo as devidas conversões de moeda, é tarefa pra lá de difícil. Isso porque em dois palitos você está achando tudo baratinho: o vestidinho de 25 libras, a bacanérrima máquina fotográfica de 200 euros... A questão é que mais cedo ou mais tarde, você fatalmente vai voltar para o Brasil. E a fatura do Visa fatalmente vai chegar em sua casa. E o vestidinho baratinho de 25 libras fatalmente te custou, na verdade, quase 100 reais (já o preço da máquina é melhor deixar pra lá)...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Eu também me vi na TV!


Tem gente que gosta de se ver no vídeo. Se auto-admirar, coisa e tal. Eu confesso que sinto algo meio esquisito quando me vejo na TV. Acho engraçado tentar associar a Paloma que sou à Paloma que está lá na imagem, falando, gesticulando. Louco, né? Falo isso porque ontem finalmente pude assistir ao comentado VT do Saia Justa gravado aqui em casa, que foi ao ar no dia 2 de julho. Recebi o CD com a cópia e fui direto pra frente da televisão, louca pra checar se eu realmente não tinha dito nenhuma besteira, se meu cabelo não estava em pé, se minha voz não estava estridente, se eu não tinha pago o maior mico - mesmo tendo recebido taaaaantos e-mails e recados de pessoas que disseram ter adorado a minha participação no programa! Mesmo tendo recebido relatórios completos de amigas de primeiríssima que sabiam que eu estava longe e que não poderia assistir ao vídeo naquele momento! Sim, afinal eu queria me ver com meus próprios olhos! Hoje, passada a sensação de “marido traído”, ou seja, o último a saber do acontecido, confesso que foi muito importante ter tido tantos feedbacks antes de assistir a mim mesma. Porque isso praticamente me obrigou a me olhar com menor rigidez e maior aceitação. Simplesmente me observar, sem me bombardear de críticas, como de costume (exercício de primeira pra essa garota de segunda absolutamente exigente consigo mesma). Por isso, faço questão de agradecer a cada um de vocês, leitores super de primeira, que me ajudaram a ser mais gentil e amorosa com a minha própria pessoa. Prometo levar o hábito adiante! Ah, e assim que conseguir, atendendo a pedidos, postarei o vídeo aqui no blog! Aguardem!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Dicas de primeira para viajantes que não querem enfrentar surpresas de segunda – Parte I


* Um pouco de pessimismo faz bem. Portanto, não pegue a mala da sua amiga querida emprestada. As chances de alguma companhia aérea quebrá-la é considerável;

* Mais um bocadinho de pessimismo também não faz mal a ninguém. Portanto, se você já fez a besteira de pegar a mala da sua amiga querida emprestada (que agora você já sabe, certamente será detonada em algum momento crucial da viagem), pelo menos tenha o bom senso de levar pouca bagagem. Assim você não corre o risco de ficar perdida no meio de alguma cidade estranha, cercada de pessoas estranhas e que falam uma língua estranha, com uma "parceira" de 32kg sem rodinhas (em outras palavras, se não for ter consideração pela amiga, pelo menos tenha piedade de si mesma);

* Não ache que só porque o acesso à educação nos deslumbrantes países de primeiro mundo é irrestrito que as pessoas recebem uma boa educação em casa e são gentis umas com as outras. Portanto, se estiver na Europa, não estranhe se um francês simplesmente fingir que não é com ele quando você fizer uma pergunta simples, ou um italiano der uma risadinha maliciosa quando você disser que é brasileira;

* Não caia na besteira de achar que o inglês é o esperanto do mundo globalizado. Não, ele não vai ser muito útil em países mais conservadores (como Itália, por exemplo), e ainda queimará seu filme em locais como a França (prepare-se para ser ignorado, na melhor das hipóteses, ou mal-tratado, na pior, quando pronunciar a frase please, can you help me?);

* Não fique mal acostumada com a organização e eficiência dos países de primeiro mundo. Quando voltar ao Brasil, releve a fila de uma hora para conseguir chegar até a esteira onde está a sua bagagem, medite na de três para conseguir passar pela Polícia Federal antes de partir para o abraço de quem ansiosamente te espera e ore pela alma do metido a espertalhão que furou a fila e entrou na sua frente. Lembre-se: apesar de tantas injustiças, tantas desigualdades e tantas sacanagens, você teve a sorte de nascer em um país tropical, abençoado por Deus, bonito por natureza e o que é melhor: com um povo de primeira, sorridente e acolhedor como poucos.

(Sim, voltei, voltei, e apesar de ter vivido dias maravilhosos e absolutamente inesquecíveis, estava morrendo de saudades do Brasil. E do arroz-com-feijão. E do Garotas de Segunda. E de vocês. Histórias não faltam; vou contando aos pouquinhos. Dia após dia, enquanto minha parceira descansa durante suas merecidas férias. Amanhã tem mais! Até já!).

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Vou, mas volto



Queridos leitores de primeira, saio de férias hoje. Quinze dias off line. Paloma continua "nasZoropa", onde posta-se em euro. Daí sua sentida ausência... Melhor aguardar seu retorno, semana que vem. Eu volto después, na segunda (como não?), dia 4. Não desistam da gente(parte 2)! Na volta, mandaremos um e-mail convocando toda a comunidade de segunda a comentar os novíssimos posts. Beijos. Fui.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Luxo sustentável


Sabe de que é feita essa bolsa linda? De sacolas plásticas de supermercado. Sim, aquelas, que a gente acaba usando como lixinho. No caso da designer Juliana Suarez, ela transforma esse material de segunda em bolsas, carteiras e acessórios descolados e (super!) sustentáveis. Vale a pena conhecer a marca Maria Lixo, criada por Juliana, com loja na Vila Madalena (Mourato Coelho, 914, São Paulo). Confesso que ainda não aderi às ecobags, continuo levando as compras em mil sacolinhas plásticas, mas quero mudar de hábito. Bom saber que alguém está transformando esse monte de plástico em coisas úteis e belas. E, você, o que tem feito com as suas sacolas plásticas?

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Enquanto isso...



O que você vai fazer hoje à noite? Ou melhor, daqui a pouco? Que tal uma sessão musical de primeira? Lá na Esquina da MPB, novo espaço musical do lendário Bar Brahma, vai rolar a décima edição do projeto Enquanto Isso, que acontece todas as segundas. No mesmo palco, compositores consagrados como Celso Viáfora, Jean Garfunkel, revezam-se com gente nova como Dani Black, filho da cantora Tetê Spíndola (com a mãe, na foto acima), aliás, filho de peixe total, mas com personalidade única (couvert artístico R$ 10, a partir das 21h). Depois me conte!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Como se comportar numa boca livre



"Você é uma pessoa de privilégios, até que comece a usá-los..."
Alguém me disse essa frase uma vez e eu nunca esqueci. Não sei de quem é. Será Oscar Wilde? Alguém sabe? Mas sempre me lembro dela quando recebo um convite interessante que envolve um privilégio, uma cortesia. Dependendo de quem me oferece, aceito, ou agradeço, ou aceito com certa reserva. Semana passada, durante a Flip, era eu quem estava do outro lado: recebendo pessoas durante um evento no Che Bar. Uma editora ofereceu a cerveja a alguns escolhidos, com direito a uma pulseira vip que liberava a bebida. Aí, se revela a alma de algumas pessoas. Enquanto alguns curtiam o momento, tomavam uma ou duas, para marcar presença, outros aproveitavam a situação para exercer o que se chama de "pequeno poder". Gente que dava apenas um golinho e dizia que a cerveja --geladíssima! -- estava quente, e pedia ao garçom para trocar. Quanto desperdício! E gente que aproveitava o privilégio da pulseira para ir além do consumo pessoal, pegando duas cervejas em cada mão e levando para os amigos que estavam fora do bar. De quinta. Talvez essas pessoas não tenham a "boquinha" numa próxima... "Você é uma pessoa de privilégios, até que comece a usá-los...". Ou ao menos saiba usá-los com elegância. É ou não é? O que você considera uma atitude de quinta numa boca livre?

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Garota de segunda em viagem de primeira - parte II


No Reino Unido é assim: tudo organizado. Perfeito. Até cocô de cachorro tem lixeira especial e exclusiva, já que os amiguinhos são bem-vindos em todos os parques, desde que as shits sejam devidamente recolhidas. Civilidade pura e de primeira. Fantastic!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Garota de segunda em viagem de primeira - Parte I


Sempre fui fã de rituais – seja dos meus, seja dos outros. Quando vejo uma pessoa expert em vinhos fazer um pedido ao garçom, por exemplo, sinto dificuldade em esconder meu encantamento com cada detalhe, com cada etapa envolvida no processo: a apreciação do rótulo, o suave balançar da taça, o ato de cheirar a bebida, o primeiro gole e o gran finale, ou seja, aquele barulhinho do líquido na boca (deselegante, mas encantador), “shliiiii”. A verdade, porém, é que apesar de achar tudo muito lindo, nunca entendi nada sobre o assunto. Eis que semana passada as coisas mudaram, pois eu estava não somente rodeada de power-experts sobre a bebida de Baco, como também de vinhedos, vinhedos e mais vinhedos, sob o sol da Toscana, no coração da Itália (já teve a sensação de estar dentro de um quadro? Não? Então vá pra lá!). Bem, eu poderia escrever um livro, só com esses sete dias, mas vou direto ao ponto: o mundo profissional dos vinhos definitivamente não comporta uma garota de segunda. Sério. A não ser que a cidadã consiga fingir que é uma chiquérrima de primeira (confesso que tentei, até porque tenho mesmo uma coisa meio blasé, mas nem sempre foi possível esconder alguns rompantes de jacuzice). Explico: fiquei hospedada na casa de um dos editores da revista Wine Spectator, bíblia dos sommeliers, e participei de várias degustações da bebida, só com gente entendida, entendida mesmo. No entanto, ao contrário de todas as outras pessoas, me recusava a cuspir o líquido depois de cumprir todos os passos do ritual (aliás, nem sabia que isso existia). Reflita comigo: você está provando alguns dos melhores vinhos do mundo, ouvindo histórias e comentários pra lá de interessantes, rodeada de gente de primeira, durante uma viagem pela Europa; por que raios pensaria em cuspir a bebida, me diz? Fora isso, era como se eu visse as pessoas cuspindo dinheiro, pois todos os vinhos eram certamente CARÍSSIMOS, logo tinha todos os motivos para proceder com os goles. E foi o que fiz. É óbvio que entendo que o jornalista-especialista não beba durante o expediente, visto que chega a degustar 40 vinhos em um único dia (como aconteceu no domingo passado), mas no meu caso é diferente, certo? Até porque não tenho problema nenhum em assumir minha veia segundística... Mas enfim, como percebi após a primeira noite que a brincadeira comprometia não só o meu inglês (língua oficial numa mesa de americanos, italianos, alemães e uma brasileira que não desiste nunca) como também minha própria língua materna, nas noites seguintes continuei dando procedência aos goles, porém amparada por dois comprimidinhos de Engov – um antes, um depois, para prevenir contra pileques no primeiro mundo. Visionária, trouxe várias cartelinhas na minha super-mini-farmácia-anti-estraga-prazeres-durante-as-férias-felicidade. Sou ou não sou uma esperta de primeira?

Ps. Tenho muito, muito a dizer – sobre a viagem, sobre os comentários do VT no Saia Justa, etc e tal. Prometo que farei isso aos poucos, mas já faço questão de agradecer MUITO a todos que elogiaram minha casa, meu jeito e meus malabarismos para viver de uma maneira simples, porém especial. Beijos saudosos (um especial para minha amiga Rosita, tão querida)...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Canja


Estou numa segunda-feira daquelas. Acordei às sete e meia da matina, em Paraty, depois de quatro dias de muvuca de primeira na FLIP, e peguei a estrada para Sampa. Mergulhada naquela sopa de letrinhas, não deu tempo de blogar! Só agora li todos os recados sobre a aparição gloriosa da Paloma no Saia Justa! Essa minha amiga tem mesmo uma luz! Mandei um super-e-mail para ela, que nessa segunda pode estar em algum lugar remoto da Toscana, tomando um vinho, sem saber que nosso blog está bombando! Muchas gracias a quem escreveu, comentou, chegou... Bem-vindos. Olha só que ironia: no dia da entrevista, Paloma e eu viajamos, cada uma para um canto! Desculpem essa ausência de quinta. E não desistam da gente! Hoje, eu tô chegando. Por enquanto é só uma canja, depois conto mais... Palomaaaaaaa! Help!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Com que roupa eu vou?



Outro dia descobri um blog curioso: no Hoje Vou Assim, a publicitária mineira Cristiana Guerra faz algo simples assim... Todos os dias, antes de sair para o trabalho, ela tira uma foto dela mesma e posta no blog, com os créditos das roupas. Mas, além das boas idéias de estilo, o blog dá link para um universo ainda mais interessante: o dos blogs-brechó. A começar pelo Filet para Quem é Mignon, onde a própria publicitária desova boa parte de seu guarda-roupa, existe um monte de blogs de roupas e sapatos de segunda mão, onde dá para comprar peças de marcas preciosas a precitos de primeira. As donas do acervo, em geral, fotografam as peças, e cobram pelo frete. Para acessar a lista, entra nesse Filet da Cristiana e vá navegando... Me diga: você compraria uma roupa de blog?

ps: e hoje, não percam, tem a Palomita no Saia Justa, do GNT. Enquanto minha parceira está "naszoropa", eu também parto para a FLIP, em Paraty. Aguardem notícias do front... Beijos!

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Licença-felicidade


A dor de dente me pegou num sábado. Chuva, aspirina, cama, filha vendo desenho na sala. Passou no domingo, sumiu na segunda, voltou na terça com tudo. Tempo chato, trânsito, dentista, e a confirmação: era mesmo canal. De repente, tudo de importante fica fora de foco. Há poucas coisas mais urgentes do que uma dor de dente. Todas as desculpas são aceitas, todo mundo que tem dente, entende. A empregada capricha no café, a filha pergunta do dodói, a amiga indica o dentista, dá-se um jeito no trabalho. Na cadeira do dentista, com a boca aberta e anestesiada, penso que foi até bom ser 'interditada' pelo dente doente. No meio da loucura, tive 60 minutos inteiros para pensar em nada –ou seja, em tudo o que vem à mente numa cadeira de dentista. A lista do supermercado, os candidatos à prefeitura de São Paulo, as unhas por fazer, os desejos adiados, entre outras reflexões como: por que só as coisas ruins nos fazem parar tudo? Se a gente passa mal do estômago ou quebra a perna, tira um dia ou até uma licença do trabalho. Por que não criar uma “licença-felicidade”? Você liga e diz: “Desculpe, tive uma noite incrível, bebi com os amigos, ri muito, namorei e acordei numa alegria! Preciso tirar o dia para curtir um pouco mais, amanhã estou aí.” Não seria um motivo tão compreensível quanto uma dor de dente?


Ps: esse texto já tem um tempo. Lembrei dele ao ler o post da Palomita (abaixo) Minha amiga não está nem de licença, mas de férias-felicidade! Seja feliz todos os dias da semana, Paloma!

domingo, 29 de junho de 2008

Segunda muito de primeira!

Hoje não tive náuseas.
Hoje não tive arrepios.
Hoje não tive dores abdominais.
É sério: nem o Faustão me tirou do sério.
Foi um domingo livre de TPS.
Livre de mal-estares, livre de agonias.
Pela primeira vez, passei o dia contando os minutos para a segunda-feira.
Explico: amanhã, logo cedo, embarco para uma aventura de primeira.
Férias. Sol. Calor e amor.

Sempre que possível, durante o mês de julho, virei aqui para contar as novidades sobre o tal do “primeiro mundo”, que certamente também tem lá suas coisas de segunda. Nada passará batido sob os olhos dessa brasileira de primeira. Aguardem histórias, gafes, receitas, lugares, saudades.


PS. Semana passada recebi uma equipe do programa Saia Justa, do canal GNT, aqui em casa. Pode parecer contraditório, eu sei, mas a verdade é que não sou tão chegada a jornalistas. Em outras palavras, a idéia de conceder uma entrevista não me agrada muito. Bem, mas a repórter de primeira que me procurou conseguiu me convencer, danadinha. E acabou rolando. Mas a questão, agora, é que não faço a menor idéia sobre o resultado final do VT. E como não poderei assistir ao programa (próxima quarta-feira, dia 2, 22h30, canal 41 da NET), peço encarecidamente para que quem puder, assista, e depois deixe aqui suas impressões. Assim, dependendo como for, posso acumular motivos para errar propositalmente o vôo na hora da volta, e ao invés de pegar o avião para São Paulo, embarcar para o Nepal. Se isso acontecer, não se preocupem: continuarei postando! O Garotas de Segunda é e sempre será o meu grande amor!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

O terminal


Caiu um livro bárbaro na minha mesa: "O Livro Amarelo do Terminal". Impresso em roxo sobre um papel amarelo fininho, que lembra a textura das passagens de ônibus (projeto impecável da Cosac Naify), o volume é todo uma crônica comovente sobre a rodoviária de São Paulo, escrita pela jornalista Vanessa Bárbara. Nova de idade (nascida em 1982) e madura com as palavras, Vanessa chegou à conclusão de que o terminal Rodoviário Tietê é uma "versão condensada do mundo". Nesse universo supostamente de segunda, entre malas, biscoitos de polvilho e gente, muita gente, Vanessa traduz o movimento em números curiosos (em cada grande faxina, por exemplo, são descolados do chão 60 kilos de chiclete), e constrói perfis humanos e bem humorados, como o do vendedor da loja de malas do terminal, que recebe a cliente dizendo: "Você está com cara de quem vai viajar...". Como diz Vanessa: "Nos corredores do Tietê, alguns aceleram o passo sem ter motivo e perguntam aos gritos onde é o guichê da Cometa, mas também é permitido parar em algum canto e ficar ali, de bobeira, conversando com o Papai Noel ou com uma senhora de blusa de lã que diz (de repente) que a Marinha Britânica está vindo buscá-la..." . E por aí vai. Em tempo: Vanessa Bárbara, autora também de "O Verão do Chibo" (Alfaguara) está na primeira mesa da FLIP, a Festa Literária Internacional que rola semana que vem em Paraty. E onde eu estarei também, nas imperdíveis noites do Che Bar. Apareça lá!

terça-feira, 24 de junho de 2008

Traumas juninos


Sabe quando você passa batom e depois espalha o produto esfregando o lábio superior no inferior? Pois bem, quando dancei quadrilha pela primeira vez, tinha uns quatro anos de idade, e apesar de estudar numa escolinha chamada Cinderela, era uma perfeita gata borralheira. Como não devia estar acostumada a sentir aquela tinta na boca, saí em todas as fotografias esfregando os lábios. Todas. “Olha a cobraaaa”, “É mentiiiira”, e Paloma lá, nhec-nhec, esfregando o bico, provavelmente errando todos os passos e tumultuando a apresentação. Pra piorar, além da maquiagem caipira ter ficado comprometida devido aos meus óculos fundo-de-garrafa, minha mãe ainda resolveu comprar um chapéu de palha com tranças loiras, completamente ‘desconectadas’ de minhas madeixas negras-negríssimas (mas desta vez até que ela pegou leve, considerando que pouco tempo depois me matriculou no balé e resolveu comprar não roupinhas cor-de-rosa, iguais às das 29 coleguinhas da turma, mas azuis). Enfim, mesmo depois dessa experiência junina traumática, sempre fui louca por quadrilha. Adoro, acho o máximo, e desde a infância cultivo o desejo secreto de um dia ser a noiva do arraial. Esse ano, porém, não fui a nenhuma festa junina de primeira, então mais uma vez tive que adiar esse meu sonho caipira. Acho que vou aproveitar que hoje é Dia de São João e fazer uma simpatia pra ter um mês de junho mais bem servido de arraiais em 2009. E você, tomou bastante quentão? Conte aqui, pra me deixar morrendo de inveja!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Um dia de Lua


Uma pequena investigação sobre a origem da segunda-feira: a palavra vem do latim Secunda Feria, que significa (como não?) "segunda feira". A mesma expressão existe em galego (segunda feira), mirandês (segunda) e tétum (loron-segunda). Povos pagãos antigos reverenciavam seus deuses dedicando esse dia ao astro Lua, o que deu origem a outras denominações. Em espanhol diz-se lunes; em italiano lunedì, com o significado de Lua e dia da Lua. Outros povos reverenciavam deuses mitológicos. Em inglês diz-se monday, e em alemão, montag, que significam dia da Lua. Seria mais bonito se em português os dias da semana se chamassem segunda-Lua, terça-Lua, quarta-Lua. Porque, para piorar esse dia "de segunda", o sobrenome ainda é feira. Vocês não acham?

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Faxina geral



Recebi esse texto da astróloga e amiga Rosa Di Maulo, via e-mail. Achei que combinava aqui. É uma boa dica para o fim de semana... Livre-se das coisas de segunda (mão). Menos do nosso blog, claro!

Você tem o hábito de juntar objetos que são inúteis no momento,
acreditando que um dia (não sabe quando) poderá precisar?
Tem o hábito de juntar dinheiro e não gastar, pensando que no
futuro poderá faltar?
Tem o hábito de guardar roupas, jogos, sapatos, móveis, utensílios
domésticos e outras coisas que já não usa há bastante tempo?
Tem o hábito de guardar o que sente, rixas, ressentimentos, tristezas,
medos, pessoas etc. dentro de você ?
Não faça isso!
É anti-prosperidade.
É preciso criar um espaço, um vazio, para que as coisas novas
cheguem em sua vida.
É preciso eliminar o que é inútil em você e na sua vida para que a
prosperidade venha.
É a força desse vazio que absorverá e atrairá tudo o que você deseja.
Enquanto você estiver material e emocionalmente carregado de coisas
velhas e inúteis, não haverá espaço aberto para novas oportunidades.
Os bens precisam circular...
Limpe as gavetas, os armários, seu quarto, a garagem de tudo que
não é mais usado.
A atitude de guardar um montão de coisas inúteis amarra sua vida.
Não são os objetos guardados que estancam sua vida, mas o significado
da atitude de guardar.
Quando se guarda, se considera a possibilidade de falta, de carência.
Você mentaliza que amanhã poderá faltar e que não terá meios de
prover suas necessidades.
Com essa postura, estará enviando duas mensagens para seu cérebro
e para sua vida:
1º Você não confia no amanhã.
2º Bloqueia que o novo e melhor venham para você, uma vez que se alegra
em guardar coisas velhas e inúteis!
Depois de ler essa mensagem não a guarde! Faça-a circular!

E, aí? Tem uma baguncinha pra arrumar?

Malandragem tem limite!


Hoje, no caminho para o trabalho, descobri algo esdrúxulo. Um senhor de cabelos brancos, famoso por mancar e pedir esmolas em um cruzamento da rua Maria Paula, no centrão caótico de São Paulo, estava todo bem-vestido tomando um café e fumando um cigarrinho em uma padoca próxima ao seu “local de trabalho”. Numa relax, numa tranqüila, numa boa. E a pessoa que estava comigo no carro apontou para um Gol daqueles antigos, mas bem conservado, azul cintilante, estacionado do outro lado da rua, e disse “Tá vendo esse carro? É do safado, que anda normalmente quando não está 'trabalhando'. Já vi essa cena diversas vezes”. Ou seja, o tal senhor que pede moedinhas logo ali na esquina e se faz de deficiente físico, antes de “encarar o batente”, estaciona seu “possante”, tira a roupa limpinha, veste uns trapos e segue rumo ao semáforo para enganar os trouxas. Todo santo dia. Não é muito de quinta? Fiquei abismada. Casos como esse são comuns, eu sei, mas o que me impressiona mesmo é a cara-de-pau do cidadão, que sequer se dá o trabalho de estacionar seu veículo em uma rua mais escondidinha. Patético. Na hora, me deu vontade de descer, entrar na padaria e interromper seu café-da-manhã com perguntas indigestas. Não seria ótimo? Pois bem, talvez faça isso numa próxima, pois hoje estava atrasada. Mas uma coisa é fato: esse ator-de-meia-tigela não perde por esperar.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Comidinha cubana


Tem coisa mais de primeira que arroz e feijão? Eu só conhecia a dupla servida separadamente, até que fui a Cuba e me apaixonei por um dos pratos mais populares da culinária local: "Moros y Cristianos", ou mouros e cristãos, ou ainda arroz e feijão, só que cozidos juntos. Algo parecido com o nordestino baião-de-dois. Embora o forte da ilha não seja a culinária (tem muita gordura e carne de porco na mesa deles), essa receitinha vale a pena. Um taxista em Havana foi quem me ensinou, e revelou o segredo do gostinho que eu não conseguia decifrar: cominho! Parece estranho, mas fica bom! Domingo passado fiz em casa e foi um sucesso. Que tentar? Lá vai:

Moros Y Cristianos

Ingredientes: 2 xicaras de arroz, 3 xícaras de feijão preto cozido (al dente),
5 dentes de alho espremidos, meia cebola picadinha, 1 colher de chá de cominho, 1 colher de chá de orégano, 1 pitada de pimenta do reino, 1 colher de sopa de bacon picadinho (opcional), sal a gosto


Como fazer: Não tem segredo. Consiste basicamente em cozinhar o arroz no caldo do feijão, assim: cozinhe o feijão em bastante água, sem tempero, até os grãos ficarem al dente, e reserve. Frite os temperos numa panela funda, coloque o arroz e, em seguida, o feijão (sem o caldo), mexendo, até que os grãos fiquem bem misturadinhos. Depois acrescente quatro xícaras do caldo do feijão e deixe cozinhar, até o caldo secar. O barato é que o arroz e o feijão ficam juntos, mas soltinhos. E, por causa do caldo, o arroz fica bronzeado (como na foto).

ps: qual é a sua receita de primeira com ingredientes simples ou "de segunda"? Mande pra gente!