sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Tudo por uma pitanga!

Sabe aquela coisa de escolher as cores das paredes, combinar os móveis e decorar a casa nova para uma vida 100% feliz? Pois bem, tenho vivido um conto de fada às avessas. Isso porque no lugar do príncipe encantado está a minha amiga Elisa, nova companheira de lar. Combinamos em praticamente tudo – dos gostos aos desgostos -, e compartilhamos de um momento particularmente especial e rico da fase pré-30. Enfim, alugamos uma casinha fofa, numa vilinha linda (o que é melhor, pertinho da Rô!), e resolvemos fazer algumas pequenas “reforminhas básicas” na semana passada, antes da chegada da mudança. Na primeira ida ao Leroy Merlin (foram dezenas, claro!), ao invés de irmos diretamente à seção de fios elétricos, a prioridade, lá fomos nós para o setor de decoração. “Ai, que cortina linda, vai ficar uma belezinha com a parede cor de pitanga madura!”. Pum, e joga no carrinho! Ah, mulheres! Duas então, meu Deus!... Dias depois, passeando pela Vila Madalena, vimos um abajour que também ficava “uma belezinha com a parede cor de pitanga madura”. E pum outra vez, lá se foi o abajour pro carrinho, lá se foi o nosso dindim, e VIVA O CARTÃO DE CRÉDITO! O resultado é que agora estamos, as duas, sem um centavinho na carteira. Tudo por causa da bendita parede cor de pitanga madura. Depois dessa experiência, passei a refletir sobre como o quesito “bolso” deve ser complicado para um casal de mulheres. Porque nós temos que admitir: adoramos uma firula de primeira! E são eles, os moçoilos, que costumam nos obrigar a dar aquela pisada no freio na hora das insanidades financeiras... Ou você acha que um homem faria tudo por uma parede colorida? Eu, sinceramente, acho que os rapazes perdem a cabeça por pouquíssimas coisas. Trabalho, hmmm, talvez... Mas por uma pitanga... Du-vi-de-o-dó! Ahhhh, não se fazem mais homens como antigamente...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Chique de última


Ao dar um presente, de certa forma a gente interpreta quem o recebe e se revela um pouco também. Tem quem seja pão-duro ou só dê presente xoxo. E isso nem sempre tem a ver com o preço do recuerdo. Já ganhei coisas mínimas, como uma caixinha de seda ou uma presilha de cabelo, mas num pacotinho cheio de charme e carinho. A gente nota logo quem economizou ou não se importou com o mimo. Pior ainda quem pode dar presente bom, mas só pensa em si, e se revela mesquinho na escolha. Uma coisa que acho de última, por exemplo, é comprar papel higiênico maciozinho para si mesma e papel-lixa para a empregada. Gente assim vai arder no fogo do inferno! Se não tem grana para papel bom, que todos usem do mesmo. Mas, escuta essa: uma amiga me contou que, há uns dez anos, numa reunião na casa dela, uma moça metida a chique, toda de roupa de seda, chegou trazendo um vinho Chalise. Sim, aquele que não dá para usar nem em risotto! Que na quitanda perto de casa custa R$5.90, isso porque o preço é superfaturado. Bom, diz que a moça chegou abafando com o tal Chalise. Tinto!!!(Argh) Minha amiga, que na época não conhecia nada de vinhos, achou o nome do vinho lindo (e não é que soa chique mesmo?), até provar do vinagre. E sacar a alma de quinta da amiga. Roupa de seda e Chalise? Ninguém merece. E quem quiser que conte outra...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Três palabras

Ai, meu Deus. É nesse blog que eu me revelo! Lá vai mais uma do meu lado brega-latino. Tania Libertad (cantante peruana radicada no México) y Ricardo Cocciante (um clássico italiano), em:

- São três palabras, solamente, mis angustias... y essas palabras son... como me gustas! (a letra é linda!)

Feliz segunda-feira!
Te gusta?!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Cadê a Letícia?!


Uma das promessas desse blog (que ainda pretendemos cumprir com mais dedicação) é "denunciar" lugares tidos como de primeira, mas que se mostram de segunda. E vice-versa: falar das boas qualidades de botecos e do lado B da vida, quando se revelam classe A. Pois aconteceu comigo, no último dia 20, dia da posse do Obama, uma infeliz experiência na padaria Letícia da rua Natingui. Quem mora em São Paulo bem deve conhecer essa rede de panificadoras com várias unidades na zona oeste--tem também uma na Heitor Penteado e outra na Cerro Corá, falando apenas das que eu já frequentei. Os pães, doces e lanches da Letícia são deliciosos, não se pode negar. Mas o atendimento, quanta diferença... Naquele dia, entrei e dei com um telão transmitindo a posse do Obama. Pensei, que bom, vou almoçar e acompanhar tudo por aqui. Mas, a partir do momento que entrei ali, eu virei a mulher invisível. Sentei numa mesinha, cinco minutos, a mesa molhada, nem cardápio nem paninho nem nada. Ok, o movimento era grande, levantei, fui até o balcão e pedi um cardápio. "Consegui" o de lanches com um atendente que mal me olhou. Mas o cardápio de almoço era outro, ele me disse que a garçonete levaria até a mesa. Passei mais dez minutos de invisibilidade na mesinha, me distraindo com o red carpet da posse do Obama. Pedi, então, o cardápio do vizinho. Decidi em pensamento por uma salada, e mais cinco minutos... "Posso fazer o pedido aqui no balcão?", perguntei ao mesmo moço que tinha me dado um dos cardápios. "Não, espere mais um pouco que a moça vai lá". Ah, vai. Ela finalmente me viu, mas foi anotar o pedido de outra mesa. Cansei. Levantei e fui! Acabei no McDonalds, contribuindo para a melhoria da crise dos EUA. Não sei se vocês já foram a Letícia e têm boas lembranças. Eu já frequentei as três unidades, e essa não foi a primeira vez em que saí P da vida. Sempre tenho dificuldade em pedir, e os atendentes são os mais mau-humorados do planeta (exceto uma, a Rose, que era da Letícia da Heitor, mas saiu de lá, vai ver porque sorria demais). Agora estou com trauma da Letícia. Aliás, quem é a Letícia? Cadê a Letícia?! Ela que abra o olho. De que adianta um pãozinho gostoso se o atendimento é de quinta?

ps: E você, já sofreu em algum lugar "de primeira"? Mande seu desabafo para a gente!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Plim, plim!


Chega de Flora, chega de Maysa: minhas noites agora são só minhas. Eu já não aguentava mais o compromisso de ter que assistir aos capítulos finais de A Favorita e depois ainda ter que esperar aquele lixo do Big Brother Brasil acabar para poder acompanhar as loucuras da cantora cujo mundo vivia caindo. Tenho esse problema de não conseguir ser “mais ou menos”: no caso da televisão, por exemplo, ou não assisto nada, ou me vicio não só na novela das oito (geralmente na reta final, quando a trama está bem mais emocionante) como também na minissérie que começa sóóóó tardão. Posso estar caindo de sono, mas não vou dormir enquanto o capítulo não termina. E quando pinta algum programinha noturno irresistível, é óbvio que vou, mas confesso que fico com uma pontinha de dor no coração. Não é pavoroso - ou melhor, vergonhoso? Eu acho essa coisa de ser muito viciada em um programa de televisão - seja novela, minissérie ou seriado (sobretudo da TV aberta) - uma coisa bem de segunda. “Ai amiga, hoje não posso sair pra não perder o primeiro beijo da mocinha com o mocinho”... Uó, vai! Mas enfim, quem não tem seu lado B na vida? Eu cada vez mais – principalmente depois deste blog – passei a me sentir cada vez mais tranquila em assumir minhas “segundices”. E nas últimas semanas vivia dizendo para as minhas amigas que até poderíamos, sim, sair para um chope – mas desde que ou chegássemos antes da Maysa (a prioridade noturna) ou houvesse uma televisão no estabelecimento. E você, o que achou do final da novela? E da Maysa? Também está torcendo para que a Globo resolva mesmo filmar a vida da Elis, outra diva polêmica que também adorava um uísque (entre otras cositas más) e também foi vítima das garras do duvidoso Ronaldo Bôscoli?

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Torcida desorganizada



Feliz 2009! Tô chegando, tô chegando... A Paloma perguntou sobre mudanças no post anterior, e eu digo logo que meu ano começou com uma virada radical: na volta ao trabalho, dei meia volta e me desliguei da Marie Claire, revista em que eu trabalhava há 10 anos. 10 anos está de bom tamanho, não? Foi um ciclo bacana de aprendizado e crescimento. Das revistas "femininas", considero a Marie Claire ainda entre as mais. Saio leve e com uma bagagem interessante. Escrevi todas as reportagens e entrevistas que quis. E que não quis também (rs). No primeiro dia fiquei um pouco passada, mas depois fui acordando cada dia melhor... Era um desejo que começou inconsciente, à essa altura já era consciente, e o Universo me atendeu. Por enquanto, me dedico ao dolce far niente, nada mais. A vida precisa de pausas. Meu único medo é que me afunde cada vez mais num vício incontrolável que começou há dois meses. Não sei mais o que fazer. Quem sabe vocês me ajudem, porque a droga é pesada...
Tudo começou numa reunião inocente na casa de amigos. Entre uma cervejinha e outra, me ofereceram e eu aceitei. Desde aquela noite não vivo mais sem o salgadinho Torcida Pimenta Mexicana! Agora que tenho os dias livres, e com esse calor, os fins de tarde se tornam intoleráveis sem uma cerveja gelada. E quase sempre acompanhada de uma dose de Torcida. O pior é que a droga é difícil de encontrar. Até agora, só encontrei o salgadinho em camelôs e mercadinhos de segunda. O fabricante é uma empresa chamada Lucky, que nem site tem. Mas vale a pena entrar no submundo para encontrá-lo: o gostinho super-hiper-picante de pimenta jalapeño (hummmm!) me faz esquecer que estou ingerindo altas doses de pura fritura! Alerta: quem já era dependentes de pimenta, como eu, tem grandes chances de se entregar a esse vício. Preciso de ajuda! Já penso em fundar um grupo de "Dependentes de Torcida Pimenta Mexicana Anônimos". Alguém se interessa? Podemos incluir também outros salgadinhos e guloseimas malditas. Me conte, qual é o seu vício de segunda? Se é que existe algum vício de primeira...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

2009 transformações!


Quem nunca sonhou em ter pó de pirilimpimpim pra prolongar em uma semaninha o período de férias? É batata: se você teve 10 dias para descansar, é no 9º que começa a relaxar de verdade. Se teve a noite inteirinha pra dormir, é nos cinco minutos antes de o despertador tocar que o sono fica mais gostoso. Foi por este motivo que eu e minha parceira Rô resolvemos aumentar em uma semaninha o nosso recesso aqui do Garotas. Afinal, esse período de troca de anos é muito corrido, convenhamos! Mal termina um e já começa o outro; é festa pra cá, festa pra lá, tim tim aqui, tim tim ali, tim tim acolá... Muita informação! Sem contar que 2009 mal começou e já entrou de sola... Eu, por exemplo, já estou de mudança marcada. Pois é, na semana entre Natal e Ano Novo, encontrei uma casinha fofa em uma vila, e na primeira segunda-feira de 2009 comecei a me estapear (no sentido figurado, obviamente) na imobiliária com outros vários interessados no imóvel. Gente, foi um deus nos acuda! Fiquei dias e dias pendurada no telefone, discutindo com as moças da tal imobiliária, negociando, barganhando, etc e tal. Pudera: casa, em São Paulo, vale mais do que ouro puro - em uma vila, então, nem se fala. Então confesso que foi difícil - mas o meu primeiro desafio do ano foi vencido! Agora, tô na etapa da preguiça: tanta coisa pra encaixotar!... Mas sei que logo, logo vem a fase da ansiedade, depois a da euforia... De qualquer maneira, estou muito feliz com esta primeira mudança de 2009. Primeiro porque vou mudar de ares. Segundo porque serei praticamente vizinha da minha parceira Rô (que delícia!). Terceiro porque vou dividir a casa com uma amiga muito, muito especial. E por último, porque poderei cuidar do jardim, tomar banho de chuva no quintal, andar descalça pela casa, ter bichanos e ser muito, muito feliz...

E você, já tem novidades de primeira em 2009? Conte aqui pra gente!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

De segunda a segunda




Queridos leitores,

Vamos dar um tempo -- e ter uma segunda-feira livre! -- em ritmo de festa! Voltamos na segunda (como não?), 5 de janeiro de 2009. E para o ano que vem, aguardem, que teremos novidades aqui no Garotas!

Feliz Natal e um 2009 DE PRIMEIRA para todos!

RO e Paloma (as legítimas Garotas de Segunda!)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

(Bem) melhor do que a festa da firma!





Quer fugir da festa da firma? A dica de primeira é o show "O Sertão na Canção", idealizado por Jean Garfunkel, grande compositor e amigo, que acontece hoje no espaço Cachuera. Aliás, a proposta do espaço parece bem bacana. Vale conhecer...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

No túnel do tempo

"Pai Herói", novela de Janete Clair, é a primeira trama que eu me lembro de ter assistido. Escondida dos meus pais... Isso lá pelos anos 70, eu devia ter uns 9 aninhos, mas já tinha essa alma noveleira de segunda. Eu adorava o caso de amor de Elisabeth Savalla e Tony Ramos. Agora, quase madrugada, passando de um túnel a outro do Youtube, não lembro como cheguei a esses vídeos de novelas antigas e chapei. Esse clipe, com a música "Allouette" (Denise Emmer, soube agora o nome da cantora, mil anos depois), me fez ficar tonta, emocionada. Porque eu sabia cantar essa música inteirinha, em francês, decór! Tropeçando em algumas palavras que acabava inventando, claro. El tiempo passa... Como os atores eram jovens nesse clipe! E eu aqui, com meus 39 anos (récem-feitos, tá?), lembrei de quando brincava de estrela com minhas primas, em Presidente Prudente... cantando em francês e sonhando ser a Elisabeth Savalla! Putz, que de segunda... E por que eu me emocionava com essa novela, aos 9 anos? Alguém se lembra dessa música, alguém se lembra disso?!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Malabarismo de segunda


Sabe aquela coisa básica de comprar um vasinho de flores alegres e preparar uma mesa toda colorida de café da manhã, com queijos, frutas, torradinhas, iogurtes e biscoitinhos? Depois sentar, curtir os primeiros raios de sol e o silêncio da manhã para então, entre um mamãozinho aqui, uma uvinha acolá e uma torradinha integral acompanhada de generosa xícara de café preto, começar lentamente a planejar o resto do dia? Pois bem, esse é o meu sonho no momento, que certamente não terá espaço na lista de resoluções para 2009 porque é um desejo que pretendo realizar ainda neste restinho de 2008. O único probleminha é o tal sonho é tão simples que nem apelar pro gênio da lâmpada eu posso. Seria ridículo. Dessa vez eu mesma terei de ser a heroína da minha história e arranjar - uma brechinha que seja - para acordar com tempo (ou seja, mais cedo do que de costume), ir ao supermercado, comprar pão, flores e frutas frescas e montar a minha mesa matinal. Só isso! É impressionante, dezembro começa e mundo vira de cabeça para baixo! Tudo que até então era simples e rotineiro, como fazer refeições decentes, ler os jornais, ir à manicure e fazer depilação, ganha status de “luxo”. Claro, todas as 24 horas do seu dia (uma vez que até os sonhos durante a noite são sobre o assunto) já estão ocupadas com ele, o trabalho. É pendência pra finalizar, é confraternização que não acaba mais, é estresse power-poderoso só de pensar que, em algum momento (provavelmente no dia 24, já que até lá a correria não permite) você terá que achar presentes de Natal em meio a milhões de pessoas que, exatamente como você, estavam imersas nesse caos fim da picada do fim de ano. Minha parceira Rô definiu brilhantemente essa época do ano num dos posts aí embaixo: uma segunda-feira que não acaba nunca! Enfim, aqueles que têm tido tempo de ler o Garotas (já que suponho que neste momento a grande maioria das pessoas vive dilemas e correrias semelhantes) certamente notaram que me ausentei até aqui do blog. E isso não é desculpinha esfarrapada não; é apenas um desabafo de uma garota de segunda que está tipo sambando enquanto faz embaixadinhas e cantando enquanto masca um Bubaloo. Tá todo mundo assim, se sentindo num malabarismo de segunda, ou sou só eu?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Fotos de primeira, cenas de quinta





Essas fotos são de Kaan Zeren, amigo que mora em Paraty e está passando uns dias hospedado em minha casa, em São Paulo, "Depois de bater a cabeça numa pedra, na praia de Trindade", diz ele, aqui ao meu lado (ele veio fazer umas radiografias da cuca). Kaan, 30 anos, é da Turquia, trabalha em Paraty como cozinheiro do restaurante Thai Brasil, vive com a bela alemã Christina, e passa ao menos seis meses por ano viajando pelo mundo, e captando, com seu olhar peculiar, cenas como essas. Cenas de segunda, de quinta, que acontecem na América Latina, ali na esquina, em tantos lugares do planeta... Por essas e outras, eu o convidei para respoder o Quiz GS, depois de traduzir o que significam as axpressões (tão brasileiras...) de segunda, de quinta, de primeira. Bem, parece que ele entendeu:

1 Minha definição de segunda-feira: um dia como qualquer outro, porque não tenho rotina fixa. Nem sei que horas são, ao longo do dia

2 Uma receita de primeira com ingredientes de segunda: almôndegas

3 Uma balada de segunda (-feira): beber para chegar na terça

4 "Parece de segunda, mas é de primeira...": andar de ônibus

5 "Parece de primeira, mas é de segunda...": fazer compras no shopping

6 Uma pessoa de primeira: Mohamed Ali

7 Uma atitude de quinta: matar o tempo

8 Um programa de quinta: ver os telejornais noturnos

9 Um dia em que eu me senti de segunda: num hospital público, aguardando atendimento, e o médico me disse que, por não ser brasileiro, deveria ir ao meu país para ser atendido...

10 Um antídoto contra a TPS (tensão pré-segunda):
em Paraty, sair de barco ou fazer um churrasco na cachoeira

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Segunda-feira prolongada...



A sensação é de que essa época do ano é como uma segunda-feira prolongada. Que só vai virar terça na véspera do Natal! São Paulo está uma muvuca só. E começam a pintar as agendas 2009, para marcar as novas segundas-feiras... São 48 por ano, oh, céus! Mas agenda nova eu gosto, adoro passar a limpo os nomes, os telefones. Já ganhei 2 superbacanas de aniversário. A primeira, da Palomita, com capa em tecido estampado de libélulas, de primeira para levar na bolsa. A outra, da Isolda, é uma agenda musical, a "Agenda da Toca", temática, feita de "músico para músico", como diz minha amiga compositora das boas. Aproveito, então, para indicar o mimo para quem faz música ou tem amigos músicos: eles vão amar! A agenda traz links com gravadoras, selos, sites e escolas de música + dicas para novos compositores, e tem até algumas páginas de pauta musical, para anotar aquela melodia que pode pintar num insight. Aqui em Sampa, está à venda na Livraria da Vila da Fradique, e pelo Brasil, no site da editora da Isolda, a Tocadisc. Comprar presentes pela internet, aliás, é uma mão na roda. Eu vou usar as duas agendas que ganhei: a da Palomita na bolsa, e a da Isolda em casa, pertinho do meu piano novo. Quem sabe eu não me inspiro e começo a compor também? Quem sabe eu não risco todas as segundas-feiras e guardo esse dia só para fazer o que der na telha? Ah, que sonho... O que você faria se pudesse ter todas as segundas-feiras free?

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Porque nasci, nasci para bailar!


Quarta-feira sempre foi pra mim um dia meio incógnita – nem de primeira, como a sexta, nem de quinta, como a segunda. Como está bem no meio da semana, rola aquela coisa de se recuperar do que passou e sonhar com o que está por vir – uma sensação meio confusa, meio paradoxal, na minha opinião. Agora, porém, a quarta se transformou em um dia mega de primeira, já que termina com dança: eu e minha parceira Rô começamos a fazer aulas de flamenco e estamos absolutamente encantadas com as palmas, sapateados e passos de sevillanas. Olé! Meu único problema é manter o equilíbrio em cima do salto alto: como sou adepta do estilo ‘rasteirinha’, mal sei andar direito com um saltão, visto que até nos casamentos e formaturas acabo tirando os sapatos na primeira oportunidade. Acho o salto um luxo, mas no pé dos outros. Os meus doem! Enfim, mas como eles são fundamentais no flamenco, estou tendo que aprender na marra – da mesma maneira como também estou tendo que aprender a bater os pés no chão, com firmeza. A Rô disse uma frase de primeira quando começamos nossa aventura pela cultura espanhola: o flamenco nos ensina a bater os pés e levantar a cabeça. Achei o máximo! Em outras palavras, flamenco é atitude! É intensidade, é vitalidade. Tudo bem que ainda é bastante cedo para avaliar qualquer tipo de evolução psicológica, mas daqui a um ano eu tenho certeza que serei uma pessoa muito mais firme – em todos os sentidos. Por isso, como maria-mole aspirante a mulher maravilha, “flamenco, eu recomendio”!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Change


Eu jamais imaginei que um dia vestiria uma camiseta onde se lê "United States of America". Mas, detalhe: essa, tem a cara do Obama, e outras frases como: "Change: We can Believe in". Foi um presente de aniversário da minha irmã, que mora em Washington. Eu pedi: "Me traz uma camiseta da campanha do Obama!" Queria uma como essa aí do lado, histórica. Ela não achou mais, e me trouxe uma na linha turista, da lojinha do aeroporto que, claro, tem que ter o nome do país junto. Mas o melhor foi o e-mail que ela me passou antes. "Rô, a camiseta do Obama está cara! Mas a do MacCain está baratinha...". Sei lá o que vai dar essa "obamania" e o futuro dos States. Mas que minha camiseta fez sucesso hoje, ah, fez!

sábado, 29 de novembro de 2008

Para minha amiga de fé e irmã camarada!


Sempre tive muitos amigos. Amigos de verdade, amigos de balada, amigos de infância, amigos de boteco, amigos de amigos. Pudera: passei 24 anos da minha vida morando na mesma cidade. Fora isso, nunca fiz o tipo ‘nômade’: freqüentei apenas dois colégios na vida, uma universidade e alguns poucos bares (pra não dizer um único, no qual tenho até hoje o privilégio de pendurar a conta, caso esteja sem um puto na carteira). Enfim, passei ¼ de século rodeada de pessoas, rostos, ruas e lugares conhecidos, até que um dia veio a vontade de mudar de emprego, de cidade e de vida. O que antes era confortável e aconchegante se transformou em absolutamente novo e caótico: São Paulo tem uma dinâmica completamente diferente da de Campinas. A distância é pequena: 100 míseros quilômetros, mas o fato é que a rotina – inclusive das relações – é absolutamente mais complexa. Aqui tem o trânsito. Aqui tem a correria. Aqui todo mundo vive atribulado, ocupado, sem tempo. Talvez por este motivo eu preze tanto os amigos verdadeiros que fiz desde que cheguei (e que busco manter com toda a dedicação do mundo). Rosane é um deles, sem a menor sombra de dúvida. Me lembro bem do dia em que a vi pela primeira vez: bastou uma rápida conversinha para que eu já saísse encantada com seu jeito doce, seu estilo fashion e suas lindas madeixas encaracoladas. O resultado disso? Bem, hoje a Rô é simplesmente uma pessoa indispensável na minha vida. E isso, de certa maneira, envolve vocês, queridos leitores, pois foi dessa amizade bacana que nasceu este blog. Por este motivo, convido a todos para cantarem comigo um sonoro e alegre ‘parabéns a você’ para minha parceira, que hoje, 29 de novembro, completa mais uma primavera. Porque muito mais do que amiga, jornalista, esposa e mãe, a Rô é uma MULHER DE PRIMEIRA, que merece ser sempre muito, muito feliz. Vamos lá?

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Cheque bom para... me irritar!


Eu já tinha "alertado", aqui, sobre o recheio do chiclete Babaloo, que diminuiu sensivelmente -basta mordê-lo para comprovar. Mas tem outra coisa, dessas que caem para a segunda divisão, me irritando: os cheques de maquininha do Bradesco. Primeiro, que banco já me cansa, por tabela. Sou uma garota à moda antiga, ainda apegada a folhas de cheques. Me sinto segura com um talão na bolsa. Se tudo falhar, o cartão, o visaelectron, tenho aquela folhinha que me salva. E adoro um chequinho pré-datado... Gosto de anotar as compras no canhoto. Minha ruína. Então, vez ou outra recorro ao caixa eletrônico para pegar um talão express. E já faz tempo que o talão se transformou naquela folha imensa e picotada, que eu mesma tenho que destacar, e sem ter depois como prendê-las. Isso vira uma zona dentro da minha bolsa, que já é o triângulo das bermudas. Os canhotos se perdem, as folhas amassam, fica tudo de quinta. Daí leio que o Bradesco foi o banco que mais faturou em 2008. E me sinto de segunda, porque contribuí bastante para o lucro --deles. Quando eu ficar rica, não quero ser Prime. Mudo de banco, mas será que adianta? Pelo tanto que eles ganham em cima da grana dos clientes, deveriam nos receber nas agências com champanhe e massagem. E os talões de cheques tinham de voltar a sair da maquininha lindos e montados. Alguém pode me dizer porque as taxas só aumentam, enquanto o serviço é cada vez mais de quinta?

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Saia Justa no CQC?


Li ontem na Folha Online que está rolando ciumeira entre os integrantes do CQC, programa de primeira exibido as segundas na Band. Nunca fui muito nerd de tevê, mas confesso que sempre espero ansiosa para conferir as tiradas rapidérrimas e ácidas de Marcelo Tas e sua turma engravatada. Sou fã declarada dos caras, e já tinha notado na semana passada um clima meio sinistro sempre que o apresentador Marcos Luque tentava fazer alguma piada (sem graça, vale ressaltar). Na edição de ontem, a coisa ficou ainda mais evidente, quando Tas, entre uma gargalhada e outra, com certa sutileza, fez questão de afirmar que Luque nunca decora seus textos - o que imagino que seja verdade, visto que seus comentários nunca me arrancaram um sorrisinho sequer. Por este motivo, fiquei com a maior cara de ué quando percebi que, a partir do 'delicado' puxão de orelha em rede nacional, a platéia passou a aplaudi-lo com mais afinco. Seria porque ele é integrante do Terça Insana? Gente, ok, o cara pode ser ótimo no palco, mas no caso do CQC as tiradinhas dele são tão sem sal... Enfim, pitacos à parte, só espero que o programa não seja prejudicado ou se transforme numa disputa de egos inflados – caso contrário, a chance de chorar de rir numa segundona braba será mínima (pra não dizer nula). Em tempo: vale a pena dar uma espiada no blog do repórter Danilo Gentili. O texto não é aqueeeela maravilha (o próprio site do CQC é estranhamente cheio de errinhos!), mas o humor, que neste caso é o que realmente interessa, é nota 10!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Batida de segunda



Eu só lembro de estar ouvindo "Don't worry, be happy", com a Mart'nália, quando tudo parou: meu colo bateu forte na direção, minha filha rolou do banco de trás para o chão do carro, começou a sair fumaça do capô. Bati. Feio. E do jeito mais de segunda: na traseira. Chovia muito-muito em Paraty neste feriado. A ponto da Anita soltar essa pérola: "Se eu fosse a chuva, não choveria tanto...". Fiquei esperando passar o temporal, ficou tarde, e a chuva não parou de chover... Saí de noite, e naquele trecho, perto de Ubatuba, estava seco. Foi quando relaxei, Anita deitou para cochilar, e vacilei. O Passat 2008 da frente reduziu, para passar numa valeta, e eu não reduzi. Pow! O carburador furou, não dava para seguir. O dono do carro, que foi um gentleman, e se chama "Newman" (nunca conheci ninguém chamado assim, além daquele ator, Paul Newman), me deu carona até um posto 24 horas ali perto, para aguardar o socorro do seguro (ter seguro, aliás, é a única coisa de primeira nessa história). No caminho, imaginava o cara pensando: "Que mulher maluca!". De volta ao carro, quase meia-noite, ao lado do guincho, esperando o táxi do seguro, fiquei pensando na bobagem toda e no que aquilo tudo queria dizer: "Desacelere", foi o que me veio. Talvez por ter lido um post no blog da Valéria, "Luz no Fim do Túnel", dias antes. Foi a coisa mais inteligente que li sobre a crise até agora: que a crise é a luz no fim do túnel, porque o mundo está acelerado, e será obrigadao a desacelerar e se reinventar. Sorte que nem eu nem Anita nos machucamos. Sorte que tive para quem ligar E chorar. E reclamar. Sorte que tudo acabou bem. E hoje, segunda-feira, já estou mais slow motion... Sem nem saber ainda a conta da oficina! E você, já deu (ou levou) uma batida de segunda, ou de quinta? O que a batida quis te dizer?

terça-feira, 18 de novembro de 2008

São Paulo e suas mil e uma possibilidades...


Pode parecer estapafúrdio, mas a verdade é que pra mim, liberdade demais oprime. Dou nó quando alguém pede, por exemplo, um texto sobre “qualquer coisa”. É como se as mil e uma possibilidades me impedissem de criar, de produzir, sabe? Preciso de foco para funcionar bem. Pra conseguir organizar as idéias, e depois escolher o que quer que seja. Talvez por isso eu goste tanto desses especiais “O melhor da cidade” que pipocam de tempos em tempos nas bancas de jornais, afinal estou em São Paulo há dois anos e ainda queimo minha cachola na hora de propor um restaurante ou bar bacana. Minha tendência é a de sempre ir aos mesmos lugares, mas ao mesmo tempo adoro conhecer espaços diferentes - só preciso de uma mãozinha pra explorar mais a vida gastronômica e noturna aqui da babilônia. Fora que sempre me esqueço dos lugares que me indicaram, ou que simplesmente despertaram minha curiosidade só pela fachada bonitinha. Bom, mas enfim, todo esse blábláblá é pra contar que na semana passada folheei o especial da Revista Época São Paulo sobre o melhor da capital e adorei várias das categorias criadas para a publicação. Não é de primeira saber os melhores PFs de São Paulo? Ou os melhores pastéis? Ou, ainda, as três melhores esquisitices boas de comer? Eu já decidi: vou sempre dar uma espiadinha nesta revista antes de sair de casa. E mais: vou intimar minha parceira, Rosane, pra comer testículos de galo no Aperitivos do Valadares, que fica na Lapa - uma das três esquisitices eleitas. Será que ela topa?