sábado, 29 de novembro de 2008

Para minha amiga de fé e irmã camarada!


Sempre tive muitos amigos. Amigos de verdade, amigos de balada, amigos de infância, amigos de boteco, amigos de amigos. Pudera: passei 24 anos da minha vida morando na mesma cidade. Fora isso, nunca fiz o tipo ‘nômade’: freqüentei apenas dois colégios na vida, uma universidade e alguns poucos bares (pra não dizer um único, no qual tenho até hoje o privilégio de pendurar a conta, caso esteja sem um puto na carteira). Enfim, passei ¼ de século rodeada de pessoas, rostos, ruas e lugares conhecidos, até que um dia veio a vontade de mudar de emprego, de cidade e de vida. O que antes era confortável e aconchegante se transformou em absolutamente novo e caótico: São Paulo tem uma dinâmica completamente diferente da de Campinas. A distância é pequena: 100 míseros quilômetros, mas o fato é que a rotina – inclusive das relações – é absolutamente mais complexa. Aqui tem o trânsito. Aqui tem a correria. Aqui todo mundo vive atribulado, ocupado, sem tempo. Talvez por este motivo eu preze tanto os amigos verdadeiros que fiz desde que cheguei (e que busco manter com toda a dedicação do mundo). Rosane é um deles, sem a menor sombra de dúvida. Me lembro bem do dia em que a vi pela primeira vez: bastou uma rápida conversinha para que eu já saísse encantada com seu jeito doce, seu estilo fashion e suas lindas madeixas encaracoladas. O resultado disso? Bem, hoje a Rô é simplesmente uma pessoa indispensável na minha vida. E isso, de certa maneira, envolve vocês, queridos leitores, pois foi dessa amizade bacana que nasceu este blog. Por este motivo, convido a todos para cantarem comigo um sonoro e alegre ‘parabéns a você’ para minha parceira, que hoje, 29 de novembro, completa mais uma primavera. Porque muito mais do que amiga, jornalista, esposa e mãe, a Rô é uma MULHER DE PRIMEIRA, que merece ser sempre muito, muito feliz. Vamos lá?

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Cheque bom para... me irritar!


Eu já tinha "alertado", aqui, sobre o recheio do chiclete Babaloo, que diminuiu sensivelmente -basta mordê-lo para comprovar. Mas tem outra coisa, dessas que caem para a segunda divisão, me irritando: os cheques de maquininha do Bradesco. Primeiro, que banco já me cansa, por tabela. Sou uma garota à moda antiga, ainda apegada a folhas de cheques. Me sinto segura com um talão na bolsa. Se tudo falhar, o cartão, o visaelectron, tenho aquela folhinha que me salva. E adoro um chequinho pré-datado... Gosto de anotar as compras no canhoto. Minha ruína. Então, vez ou outra recorro ao caixa eletrônico para pegar um talão express. E já faz tempo que o talão se transformou naquela folha imensa e picotada, que eu mesma tenho que destacar, e sem ter depois como prendê-las. Isso vira uma zona dentro da minha bolsa, que já é o triângulo das bermudas. Os canhotos se perdem, as folhas amassam, fica tudo de quinta. Daí leio que o Bradesco foi o banco que mais faturou em 2008. E me sinto de segunda, porque contribuí bastante para o lucro --deles. Quando eu ficar rica, não quero ser Prime. Mudo de banco, mas será que adianta? Pelo tanto que eles ganham em cima da grana dos clientes, deveriam nos receber nas agências com champanhe e massagem. E os talões de cheques tinham de voltar a sair da maquininha lindos e montados. Alguém pode me dizer porque as taxas só aumentam, enquanto o serviço é cada vez mais de quinta?

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Saia Justa no CQC?


Li ontem na Folha Online que está rolando ciumeira entre os integrantes do CQC, programa de primeira exibido as segundas na Band. Nunca fui muito nerd de tevê, mas confesso que sempre espero ansiosa para conferir as tiradas rapidérrimas e ácidas de Marcelo Tas e sua turma engravatada. Sou fã declarada dos caras, e já tinha notado na semana passada um clima meio sinistro sempre que o apresentador Marcos Luque tentava fazer alguma piada (sem graça, vale ressaltar). Na edição de ontem, a coisa ficou ainda mais evidente, quando Tas, entre uma gargalhada e outra, com certa sutileza, fez questão de afirmar que Luque nunca decora seus textos - o que imagino que seja verdade, visto que seus comentários nunca me arrancaram um sorrisinho sequer. Por este motivo, fiquei com a maior cara de ué quando percebi que, a partir do 'delicado' puxão de orelha em rede nacional, a platéia passou a aplaudi-lo com mais afinco. Seria porque ele é integrante do Terça Insana? Gente, ok, o cara pode ser ótimo no palco, mas no caso do CQC as tiradinhas dele são tão sem sal... Enfim, pitacos à parte, só espero que o programa não seja prejudicado ou se transforme numa disputa de egos inflados – caso contrário, a chance de chorar de rir numa segundona braba será mínima (pra não dizer nula). Em tempo: vale a pena dar uma espiada no blog do repórter Danilo Gentili. O texto não é aqueeeela maravilha (o próprio site do CQC é estranhamente cheio de errinhos!), mas o humor, que neste caso é o que realmente interessa, é nota 10!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Batida de segunda



Eu só lembro de estar ouvindo "Don't worry, be happy", com a Mart'nália, quando tudo parou: meu colo bateu forte na direção, minha filha rolou do banco de trás para o chão do carro, começou a sair fumaça do capô. Bati. Feio. E do jeito mais de segunda: na traseira. Chovia muito-muito em Paraty neste feriado. A ponto da Anita soltar essa pérola: "Se eu fosse a chuva, não choveria tanto...". Fiquei esperando passar o temporal, ficou tarde, e a chuva não parou de chover... Saí de noite, e naquele trecho, perto de Ubatuba, estava seco. Foi quando relaxei, Anita deitou para cochilar, e vacilei. O Passat 2008 da frente reduziu, para passar numa valeta, e eu não reduzi. Pow! O carburador furou, não dava para seguir. O dono do carro, que foi um gentleman, e se chama "Newman" (nunca conheci ninguém chamado assim, além daquele ator, Paul Newman), me deu carona até um posto 24 horas ali perto, para aguardar o socorro do seguro (ter seguro, aliás, é a única coisa de primeira nessa história). No caminho, imaginava o cara pensando: "Que mulher maluca!". De volta ao carro, quase meia-noite, ao lado do guincho, esperando o táxi do seguro, fiquei pensando na bobagem toda e no que aquilo tudo queria dizer: "Desacelere", foi o que me veio. Talvez por ter lido um post no blog da Valéria, "Luz no Fim do Túnel", dias antes. Foi a coisa mais inteligente que li sobre a crise até agora: que a crise é a luz no fim do túnel, porque o mundo está acelerado, e será obrigadao a desacelerar e se reinventar. Sorte que nem eu nem Anita nos machucamos. Sorte que tive para quem ligar E chorar. E reclamar. Sorte que tudo acabou bem. E hoje, segunda-feira, já estou mais slow motion... Sem nem saber ainda a conta da oficina! E você, já deu (ou levou) uma batida de segunda, ou de quinta? O que a batida quis te dizer?

terça-feira, 18 de novembro de 2008

São Paulo e suas mil e uma possibilidades...


Pode parecer estapafúrdio, mas a verdade é que pra mim, liberdade demais oprime. Dou nó quando alguém pede, por exemplo, um texto sobre “qualquer coisa”. É como se as mil e uma possibilidades me impedissem de criar, de produzir, sabe? Preciso de foco para funcionar bem. Pra conseguir organizar as idéias, e depois escolher o que quer que seja. Talvez por isso eu goste tanto desses especiais “O melhor da cidade” que pipocam de tempos em tempos nas bancas de jornais, afinal estou em São Paulo há dois anos e ainda queimo minha cachola na hora de propor um restaurante ou bar bacana. Minha tendência é a de sempre ir aos mesmos lugares, mas ao mesmo tempo adoro conhecer espaços diferentes - só preciso de uma mãozinha pra explorar mais a vida gastronômica e noturna aqui da babilônia. Fora que sempre me esqueço dos lugares que me indicaram, ou que simplesmente despertaram minha curiosidade só pela fachada bonitinha. Bom, mas enfim, todo esse blábláblá é pra contar que na semana passada folheei o especial da Revista Época São Paulo sobre o melhor da capital e adorei várias das categorias criadas para a publicação. Não é de primeira saber os melhores PFs de São Paulo? Ou os melhores pastéis? Ou, ainda, as três melhores esquisitices boas de comer? Eu já decidi: vou sempre dar uma espiadinha nesta revista antes de sair de casa. E mais: vou intimar minha parceira, Rosane, pra comer testículos de galo no Aperitivos do Valadares, que fica na Lapa - uma das três esquisitices eleitas. Será que ela topa?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor...


Se segunda-feira é o dia oficial dos começos – dieta, academia, projetos, etc. e tal -, podemos dizer que o “ano novo” é o período oficial das grandes mudanças. Quem não faz uma listinha (mesmo que imaginária) de todas as atitudes e ações que pretende adotar após o reveillon? É clássico! Básico! Em dezembro passado, colei na minha geladeira um papel com tudo o que pretendia implementar em minha vida em 2008. Ainda está lá, exposto, para que até o último dia deste ano, eu não esqueça nem um momentinho sequer dos compromissos internos que eu assumi comigo mesma. Hoje, enquanto tomava café, rapidamente bati os olhos no papelzinho, e um tópico em especial me chamou a atenção: “ser feliz todos os dias”. Olha que desejo mais complexo! Por alguns instantes, parei para refletir sobre o conceito de “felicidade”, e em seguida perguntei a mim mesma se eu havia conseguido realizar este sonho até hoje, segunda-feira, 17 de novembro de 2008, 13h19. Depois de silenciar os pensamentos e abastecer minha xícara com mais um pouco de café, me vieram duas respostas. Uma, confesso, bastante simplória e conformista: “ninguém consegue ser feliz todos os dias. E as segundas-feiras? E as brigas com o namorado? E as broncas do chefe? Que desejo mais irreal, mais surreal!”. Já a outra foi bem mais subjetiva, porém mais honesta por não conter tantos julgamentos ou idealizações: “ser feliz é se entregar, é viver com intensidade, todos os dias. Não significa acordar gargalhando, mas tem tudo a ver com olhar para trás e pensar ‘dei o meu melhor à vida, às oportunidades, às pessoas que amo, e não me arrependo de nada, absolutamente nada do que fiz'”. Fiquei com a segunda resposta, pois é exatamente esse o meu conceito de felicidade: não ter medo de se entregar, se jogar pra valer - mesmo que isso gere alguns galos na cabeça depois. E pra você, o que é ser feliz? Já começou a bolar alguns itens da listinha de desejos para 2009?

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Então é (quase) Natal


Há quem ache o Natal uma festa de segunda. Claro, tem os chatos, os amigos (ou inimigos?) secretos, o lado comercial da coisa, os panetones esmigalhados, e principalmente a tristeza de quem não tem família ou grana. Com todas essas ressalvas, confesso, eu adoro o Natal! Gosto do colorido, das luzes, do clima de festa. E mais ainda porque tenho uma filha de 5 anos, que ama tudo que brilha, e ainda tem a sorte de acreditar em Papai Noel. Então, lá em casa o Natal chegou cedo. Sábado passado eu e Anita saímos atrás de enfeites para fazer a árvore mais colorida do mundo. Esse era o nosso conceito, depois de avaliar alguns outras idéias temáticas como uma árvore inspirada no mar, com conchas e sereias, ou "picante", enfeitada com pimentas. O modelito kitsch multicolorido pareceu mais fácil e divertido, até porque, a idéia era gastar o mínimo. Conseguimos, graças a uma dessas lojinhas de festas e bugigangas da Teodoro Sampaio. Tem várias, mas entrei na primeira que vi, a "J. Marrash", no 2.144. E lá mesmo resolvi tudo. O melhor são as luzinhas. Encontrei um pisca com as minilâmpadas encapadas de micropacotes de presentes coloridos (R$ 19,90). Tem também os piscas de bolinhas de natal e estrelas vazadas, com as luzes dentro. E esses(coreanos, acho) têm um timer para iluminar de três maneiras: piscando rápido, mais devagar, ou em cores alternadas. Não é de primeira? Fizemos a árvore mais colorida do mundo, com presentinhos, anjinhos, bolas mil, e dois tipos de pisca, por um precinho do Peru. Claro que não tem aquele chiquê dos enfeites de uma Cecilia Dale da vida. São pacotinhos de R$1,99. Mas o que importa? De primeira mesmo é criar uma decoração original. Para quem não quiser se jogar na 25 de março, fica a dica da Teodoro. E, você, acha o natal de segunda ou de primeira?

terça-feira, 11 de novembro de 2008

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Seu vizinho também é de segunda?


Sou uma boa vizinha. Não fico dando piti à toa (até porque moro sozinha), não escuto funk carioca no último volume (até porque não suporto funk carioca) e não organizo mais baladinhas semanais até altas horas (até porque tô ficando velha e não consigo mais dormir tarde e acordar cedo). Ou seja, o que quero dizer aqui é que acho muito difícil que qualquer vizinho do meu prédio tenha algum tipo de reclamação a fazer sobre a minha pessoa. Tudo bem, não sou do time dos que têm tolerância zero com os barulhos alheios, mas acho que quando você resolve morar em um apartamento, deve ter em mente que nunca mais vai poder se expressar sem bom senso. Explico: morando numa casa, brigar com o namorado bem na porta de entrada, por exemplo, não irrita ninguém (a não ser o coitado do namorado), mas em um prédio é algo absolutamente ABOMINÁVEL e DESELEGANTE para os outros moradores, concorda? Pois bem, acho que minha vizinha nunca se deu conta de que todas as vezes em que ela despacha o namorado aos berros, estou bem pertinho, atrás da minha porta, espumando de raiva por causa do tropé de quinta. Afinal, nem as paredes grossas de um predinho antigo, como o meu, são capazes de barrar o som ardido e desagradável do escândalo de um casal. No caso da música, mesma coisa: quem disse que todos os moradores querem ouvir a mesma trashice que você está ouvindo? Aliás, eis uma ótima pergunta: por que as pessoas que adoram escutar músicas no último volume (seja em casa, seja no carro) SEMPRE são fãs de músicas da pior qualidade possível?

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A favorita do Youtube



Outro dia fui a uma palestra do cientista pernambucano Silvio Meira, tido como uma das cem pessoas mais influentes do Brasil (segundo lista da Exame). Era um papo sobre tecnologia promovido pela agência Talent. Silvio falava das muitas mudanças tecnológicas que nos esperam nos próximos dez anos e de como a internet mudou radicalmente nossa vida e relacionamentos. Lá pelas tantas, ele mostrou, como exemplo dos fenômenos que acontecem na rede, a novela "Mina e Lisa", de produção (quase) caseira, exibida apenas no Youtube, que chegou a ter 1 milhão de espectadores. Isso mesmo. 1 milhão. Uma novela sobre o cotidiano e os dramas de duas adolescentes japonesas no Brasil. Silvio disse que a tal novela era feita por um sujeito chamado Helio Ishii... Pensei: "É o pai do Caio!". Explico: o Caio é um garotinho de 4 anos, a coisa mais fofa, amigo de escolinha da minha filha. Em uma festinha infantil da vida, Helio havia comentado que produzia uma série na internet, e não dei muita bola. Passou. Depois da tal palestra, reencontrei Helio e finalmente entrei no link de "Mina e Lisa". Só vendo. O texto é bem sacado e a trilha sonora japa, de uma cantora chamada Haikka, de primeira (adorei a canção "Nananana")... Dá uma olhada:



Por essas e outras, convidei Helio Ishii, "um diretor de terceira", como ele se auto-define para responder nosso Quiz GS (Garotas de Segunda). Ele, que na verdade é de primeira (em tempo: é o cara de óculos com roteiro na mão, na foto do topo), conta que a idéia de "Mina e Lisa" pintou depois de produzir dois documentários sobre brasileiros que tentaram a vida no Japão. Helio conhecia duas garotas de 15 anos que viviam sozinhas em São Paulo porque os pais se mandaram do país. Elas inspiraram a ficção. "Não havia pretensão quanto a forma ou conteúdo. Queríamos falar de nós mesmos, vaidade de pessoas sem graça, meio sem rumo, meio esquecidas, com dramas pequenos mas não idiotas", diz ele. Depois de 24 capítulos, produzidos a partir de 2007, Helio está retomando (a pedidos) a criação de novas histórias. "É produção de segunda", avisa. "Ninguém ganha nada. Quase tudo emprestado. Nosso almoço é um cuscuz feito pela empregada de um amigo. Sem avisar, sem planejar, sem querer." Com vocês, o fantástico "pai do Caio":

QUIZ GS

1 Minha definição de segunda-feira: dia cru

2 Uma receita de primeira com ingredientes de segunda: Mina e Lisa

3 Uma balada de segunda (-feira): boteco do bairro pra beber e
voltar a pé

4 "Parece de segunda, mas é de primeira...": Séries de internet

5 "Parece de primeira, mas é de segunda...": Séries de internet

6 Uma pessoa de primeira: Convictas de segunda

7 Uma atitude de quinta: Controle na internet

8 Um programa de quinta: Windows

9 Um dia em que eu me senti de segunda - Qual a outra opção?

10 Um antídoto contra a TPS (tensão pré-segunda): Ter filho

A novela das oito que se cuide... E você, costuma ver séries na internet?

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Machista de quinta, em plena segunda


Se tem uma coisa que eu invejo em algumas pessoas é a habilidade de elaborar respostas rápidas e certeiras. Tipo um tapa com luva de pelica, sabe? Tão rápido, tão ágil, que o alvo sequer tem tempo de revidar. Perde o chão. Hoje, por exemplo, estava a caminho do trabalho, num mega trânsito de segunda (e na segunda!), quando fui obrigada a frear o carro repentinamente por conta do sinal vermelho. Como havia parado em cima da faixa de pedestres, fui logo engatando a ré e voltando alguns centímetros – controlando tudo pelo retrovisor, obviamente. Pois bem, aí o cidadão que dirigia o carro de trás disparou a buzina por vários segundos seguidos - naquele estresse básico da segunda-feira - e eu olhei pra trás com cara de “é claro que estou te vendo, mané”. Logo depois o sinal abriu e o cara teve a pachorra de enfiar a cabeçona pra fora e esbravejar, em alto e bom tom: “é que mulher no volante é perigoso, sabe como é!”. Eu fiquei tão perplexa com essa afirmação de quinta que não consegui sequer bolar uma resposta decente para o mala. Não deu tempo... Perdi as palavras! Pior que nos 40 minutos seguintes, amarguei uma raiva danada por não ter gritado qualquer coisa bem deselegante pro motorista machistinha. Que poderia ter sido, alguém tem algum palpite?