segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Batida de segunda



Eu só lembro de estar ouvindo "Don't worry, be happy", com a Mart'nália, quando tudo parou: meu colo bateu forte na direção, minha filha rolou do banco de trás para o chão do carro, começou a sair fumaça do capô. Bati. Feio. E do jeito mais de segunda: na traseira. Chovia muito-muito em Paraty neste feriado. A ponto da Anita soltar essa pérola: "Se eu fosse a chuva, não choveria tanto...". Fiquei esperando passar o temporal, ficou tarde, e a chuva não parou de chover... Saí de noite, e naquele trecho, perto de Ubatuba, estava seco. Foi quando relaxei, Anita deitou para cochilar, e vacilei. O Passat 2008 da frente reduziu, para passar numa valeta, e eu não reduzi. Pow! O carburador furou, não dava para seguir. O dono do carro, que foi um gentleman, e se chama "Newman" (nunca conheci ninguém chamado assim, além daquele ator, Paul Newman), me deu carona até um posto 24 horas ali perto, para aguardar o socorro do seguro (ter seguro, aliás, é a única coisa de primeira nessa história). No caminho, imaginava o cara pensando: "Que mulher maluca!". De volta ao carro, quase meia-noite, ao lado do guincho, esperando o táxi do seguro, fiquei pensando na bobagem toda e no que aquilo tudo queria dizer: "Desacelere", foi o que me veio. Talvez por ter lido um post no blog da Valéria, "Luz no Fim do Túnel", dias antes. Foi a coisa mais inteligente que li sobre a crise até agora: que a crise é a luz no fim do túnel, porque o mundo está acelerado, e será obrigadao a desacelerar e se reinventar. Sorte que nem eu nem Anita nos machucamos. Sorte que tive para quem ligar E chorar. E reclamar. Sorte que tudo acabou bem. E hoje, segunda-feira, já estou mais slow motion... Sem nem saber ainda a conta da oficina! E você, já deu (ou levou) uma batida de segunda, ou de quinta? O que a batida quis te dizer?

12 comentários:

vida cotidiana disse...

Já e uma com meu filho também, na hora a gente só pensa neles né?
É uma droga. No meu caso o ônibus pegou o meu carro de lado, sorte que nada aconteceu com a gente. Fico feliz que com você também não.
Mil bjs boa sorte.

Pablo Lima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pablo Lima disse...

ja levei e dei muitas batidas nesta vida, minha cara! e quase todas de sexta!

parabéns pelo espaço, excelente!
abraços!

o casalqseama* disse...

bom, levei uma baita batida... essa foi de primeira mesmo! o safado fugiu e eu me senti o ayrton senna: dei a ré e saí cantando pneu atrás dele! consegui fechá-lo mais a frente cobrei: "amigo, não me leve a mal, mas se não percebeu, vc acabou com a lateral do meu carro... vamos resolver?"

essa batida me disse que é bom correr atrás dos meus direitos e mostar para um "filinho de papai" que o nome não o salva das responsabilidades!

ver um blog tão divertido e inteligente só faz com que eu me orgulhe da profissão. tomei a liberdade de linká-las!

bj grande da fê =D

Ricardo Soares disse...

foi o comentário mais otimista que já vi na vida acerca de uma batida... light e muito elegante...beijo e boa semana pra vc e pra anita...

Ita Andrade disse...

batida de segunda, mas a motorista continua de primeira!
È isso aí Rô!

kekel dinizºº disse...

eu não!!
mas meu irmão já teve.. e de segunda!Ele q foi o errado de tentar ultrapassar uma carreta.(pela contramão),putzz^^..veio o outro carro e bateu no carro dele..(aliás, da empresa onde trabalha)..
resultado:
três a quatro pontos na testa..e uma ano pagando o conserto do carro!!!
^^

Cruela Cruel Veneno da Silva disse...

comigo foi diferente.
tive uma atitude de primeira com uns ladrões de segunda em uma quinta feira.

chegando em casa as 5 da matina, dois caras em uma moto me abordam.. e me fazem abrir o carro... no que eu abrir, quando eles iam entrar eu arranquei com as portas abertas... ele me perseguiram e eu parei e deu ré em cima deles... quase peguei um.

kkkkkkkkkkkkkkkkk

Valéria Martins disse...

Ai, Rosane, que susto e que perigo! Ainda bem que não foi nada.
Aqui em casa, a gente nunca viaja de noite. Aprendi com o pai das crianças, super-cuidadoso. É verdade que às vezes, as eles viajam com os pais de amigos... à noite. Não posso controlar. Mas rezo forte nessas horas.
Vi foto da Anita no blog da Ita, ela tá linda!!!
Espero que esteja tudo bem, passado o susto. Beijoca,

Rosane Queiroz disse...

Vidinha:
pois é, eu so pensava na anita, se acontecesse algo com ela, meu deus... voce e seu filhote tambem tiveram sorte


Pablo:
batida de sexta/ uau! essa eu ainda nao tenho no meu curriculo da porto seguro, e olha e ele é extenso... gostei do teu blog tambem


Casalqseama:

ta vendo, ate batida serve para alguma coisa...
que bacana um casal tao assumidamnte apaixonado, valeu a linkada, vou passear por la tambem

Ricardo:
obrigada! bom te ler por aqui. o que nao foi nada light foi a conta da oficina, mas vamos nessa: afinal eu bati ouvindo dont worry, be happy...

ita, teus elogios e os meus a voce ja sao café com leite... rasgacao de seda, mas nao das suas, que seria um pecado!

Kkel: digamos que seu irmao é um sobrevivente...

cruela: voce foi cruel com os moços, hein?

Valeria: depois dessa eu tabem nao viajo mais de noite. nem com chuva. ce viu a anita que fofa? bom te ver por aqui

beijos mil a todos

Lu Fuoco disse...

Rô, fico contente que você não se machucou e nem Anita.

E sim, eu já tive uma batida de quinta. Foi ridículo. E paguei o maior mico.

Eu ainda morava em Sampa e fui entrevistar uma especialista em organização de armários, na casa dela. Como a rua era complicada para estacionar e o carro dela estaria no lava-rápido, ela falou para eu colocar o meu na vaga dela do prédio, quando chegasse.

Cheguei. Quando entrei na garagem o desespero bateu. Aquilo era um ovo, cheio de pilastras e, óbvio, que a vaga dela não era das mais fáceis.

O porteiro estava lá para indicar a vaga e, ao invés de me auxilir ficou olhando o teto. A pilastra pegou o ponto cego do carro, eu tentava desviar de uma bicicleta estacionada indevidamente e poft. Traseira na pilastra.

Pior foi a moça descer e estacionar o meu carro. E eu tremia toda e tinha que entrevistá-la.

Mas ela era um doce, me acalmou e a conversa foi tão bom que perdi até a hora.

Só que me senti uma jornalista de quinta com o vexame.

Bjo

Crist. disse...

Não foi uma batida, mas, um problema de saúde que me fez parar pra pensar em como eu andava vivendo e como deveria viver.