segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

De segunda a segunda




Queridos leitores,

Vamos dar um tempo -- e ter uma segunda-feira livre! -- em ritmo de festa! Voltamos na segunda (como não?), 5 de janeiro de 2009. E para o ano que vem, aguardem, que teremos novidades aqui no Garotas!

Feliz Natal e um 2009 DE PRIMEIRA para todos!

RO e Paloma (as legítimas Garotas de Segunda!)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

(Bem) melhor do que a festa da firma!





Quer fugir da festa da firma? A dica de primeira é o show "O Sertão na Canção", idealizado por Jean Garfunkel, grande compositor e amigo, que acontece hoje no espaço Cachuera. Aliás, a proposta do espaço parece bem bacana. Vale conhecer...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

No túnel do tempo

"Pai Herói", novela de Janete Clair, é a primeira trama que eu me lembro de ter assistido. Escondida dos meus pais... Isso lá pelos anos 70, eu devia ter uns 9 aninhos, mas já tinha essa alma noveleira de segunda. Eu adorava o caso de amor de Elisabeth Savalla e Tony Ramos. Agora, quase madrugada, passando de um túnel a outro do Youtube, não lembro como cheguei a esses vídeos de novelas antigas e chapei. Esse clipe, com a música "Allouette" (Denise Emmer, soube agora o nome da cantora, mil anos depois), me fez ficar tonta, emocionada. Porque eu sabia cantar essa música inteirinha, em francês, decór! Tropeçando em algumas palavras que acabava inventando, claro. El tiempo passa... Como os atores eram jovens nesse clipe! E eu aqui, com meus 39 anos (récem-feitos, tá?), lembrei de quando brincava de estrela com minhas primas, em Presidente Prudente... cantando em francês e sonhando ser a Elisabeth Savalla! Putz, que de segunda... E por que eu me emocionava com essa novela, aos 9 anos? Alguém se lembra dessa música, alguém se lembra disso?!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Malabarismo de segunda


Sabe aquela coisa básica de comprar um vasinho de flores alegres e preparar uma mesa toda colorida de café da manhã, com queijos, frutas, torradinhas, iogurtes e biscoitinhos? Depois sentar, curtir os primeiros raios de sol e o silêncio da manhã para então, entre um mamãozinho aqui, uma uvinha acolá e uma torradinha integral acompanhada de generosa xícara de café preto, começar lentamente a planejar o resto do dia? Pois bem, esse é o meu sonho no momento, que certamente não terá espaço na lista de resoluções para 2009 porque é um desejo que pretendo realizar ainda neste restinho de 2008. O único probleminha é o tal sonho é tão simples que nem apelar pro gênio da lâmpada eu posso. Seria ridículo. Dessa vez eu mesma terei de ser a heroína da minha história e arranjar - uma brechinha que seja - para acordar com tempo (ou seja, mais cedo do que de costume), ir ao supermercado, comprar pão, flores e frutas frescas e montar a minha mesa matinal. Só isso! É impressionante, dezembro começa e mundo vira de cabeça para baixo! Tudo que até então era simples e rotineiro, como fazer refeições decentes, ler os jornais, ir à manicure e fazer depilação, ganha status de “luxo”. Claro, todas as 24 horas do seu dia (uma vez que até os sonhos durante a noite são sobre o assunto) já estão ocupadas com ele, o trabalho. É pendência pra finalizar, é confraternização que não acaba mais, é estresse power-poderoso só de pensar que, em algum momento (provavelmente no dia 24, já que até lá a correria não permite) você terá que achar presentes de Natal em meio a milhões de pessoas que, exatamente como você, estavam imersas nesse caos fim da picada do fim de ano. Minha parceira Rô definiu brilhantemente essa época do ano num dos posts aí embaixo: uma segunda-feira que não acaba nunca! Enfim, aqueles que têm tido tempo de ler o Garotas (já que suponho que neste momento a grande maioria das pessoas vive dilemas e correrias semelhantes) certamente notaram que me ausentei até aqui do blog. E isso não é desculpinha esfarrapada não; é apenas um desabafo de uma garota de segunda que está tipo sambando enquanto faz embaixadinhas e cantando enquanto masca um Bubaloo. Tá todo mundo assim, se sentindo num malabarismo de segunda, ou sou só eu?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Fotos de primeira, cenas de quinta





Essas fotos são de Kaan Zeren, amigo que mora em Paraty e está passando uns dias hospedado em minha casa, em São Paulo, "Depois de bater a cabeça numa pedra, na praia de Trindade", diz ele, aqui ao meu lado (ele veio fazer umas radiografias da cuca). Kaan, 30 anos, é da Turquia, trabalha em Paraty como cozinheiro do restaurante Thai Brasil, vive com a bela alemã Christina, e passa ao menos seis meses por ano viajando pelo mundo, e captando, com seu olhar peculiar, cenas como essas. Cenas de segunda, de quinta, que acontecem na América Latina, ali na esquina, em tantos lugares do planeta... Por essas e outras, eu o convidei para respoder o Quiz GS, depois de traduzir o que significam as axpressões (tão brasileiras...) de segunda, de quinta, de primeira. Bem, parece que ele entendeu:

1 Minha definição de segunda-feira: um dia como qualquer outro, porque não tenho rotina fixa. Nem sei que horas são, ao longo do dia

2 Uma receita de primeira com ingredientes de segunda: almôndegas

3 Uma balada de segunda (-feira): beber para chegar na terça

4 "Parece de segunda, mas é de primeira...": andar de ônibus

5 "Parece de primeira, mas é de segunda...": fazer compras no shopping

6 Uma pessoa de primeira: Mohamed Ali

7 Uma atitude de quinta: matar o tempo

8 Um programa de quinta: ver os telejornais noturnos

9 Um dia em que eu me senti de segunda: num hospital público, aguardando atendimento, e o médico me disse que, por não ser brasileiro, deveria ir ao meu país para ser atendido...

10 Um antídoto contra a TPS (tensão pré-segunda):
em Paraty, sair de barco ou fazer um churrasco na cachoeira

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Segunda-feira prolongada...



A sensação é de que essa época do ano é como uma segunda-feira prolongada. Que só vai virar terça na véspera do Natal! São Paulo está uma muvuca só. E começam a pintar as agendas 2009, para marcar as novas segundas-feiras... São 48 por ano, oh, céus! Mas agenda nova eu gosto, adoro passar a limpo os nomes, os telefones. Já ganhei 2 superbacanas de aniversário. A primeira, da Palomita, com capa em tecido estampado de libélulas, de primeira para levar na bolsa. A outra, da Isolda, é uma agenda musical, a "Agenda da Toca", temática, feita de "músico para músico", como diz minha amiga compositora das boas. Aproveito, então, para indicar o mimo para quem faz música ou tem amigos músicos: eles vão amar! A agenda traz links com gravadoras, selos, sites e escolas de música + dicas para novos compositores, e tem até algumas páginas de pauta musical, para anotar aquela melodia que pode pintar num insight. Aqui em Sampa, está à venda na Livraria da Vila da Fradique, e pelo Brasil, no site da editora da Isolda, a Tocadisc. Comprar presentes pela internet, aliás, é uma mão na roda. Eu vou usar as duas agendas que ganhei: a da Palomita na bolsa, e a da Isolda em casa, pertinho do meu piano novo. Quem sabe eu não me inspiro e começo a compor também? Quem sabe eu não risco todas as segundas-feiras e guardo esse dia só para fazer o que der na telha? Ah, que sonho... O que você faria se pudesse ter todas as segundas-feiras free?

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Porque nasci, nasci para bailar!


Quarta-feira sempre foi pra mim um dia meio incógnita – nem de primeira, como a sexta, nem de quinta, como a segunda. Como está bem no meio da semana, rola aquela coisa de se recuperar do que passou e sonhar com o que está por vir – uma sensação meio confusa, meio paradoxal, na minha opinião. Agora, porém, a quarta se transformou em um dia mega de primeira, já que termina com dança: eu e minha parceira Rô começamos a fazer aulas de flamenco e estamos absolutamente encantadas com as palmas, sapateados e passos de sevillanas. Olé! Meu único problema é manter o equilíbrio em cima do salto alto: como sou adepta do estilo ‘rasteirinha’, mal sei andar direito com um saltão, visto que até nos casamentos e formaturas acabo tirando os sapatos na primeira oportunidade. Acho o salto um luxo, mas no pé dos outros. Os meus doem! Enfim, mas como eles são fundamentais no flamenco, estou tendo que aprender na marra – da mesma maneira como também estou tendo que aprender a bater os pés no chão, com firmeza. A Rô disse uma frase de primeira quando começamos nossa aventura pela cultura espanhola: o flamenco nos ensina a bater os pés e levantar a cabeça. Achei o máximo! Em outras palavras, flamenco é atitude! É intensidade, é vitalidade. Tudo bem que ainda é bastante cedo para avaliar qualquer tipo de evolução psicológica, mas daqui a um ano eu tenho certeza que serei uma pessoa muito mais firme – em todos os sentidos. Por isso, como maria-mole aspirante a mulher maravilha, “flamenco, eu recomendio”!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Change


Eu jamais imaginei que um dia vestiria uma camiseta onde se lê "United States of America". Mas, detalhe: essa, tem a cara do Obama, e outras frases como: "Change: We can Believe in". Foi um presente de aniversário da minha irmã, que mora em Washington. Eu pedi: "Me traz uma camiseta da campanha do Obama!" Queria uma como essa aí do lado, histórica. Ela não achou mais, e me trouxe uma na linha turista, da lojinha do aeroporto que, claro, tem que ter o nome do país junto. Mas o melhor foi o e-mail que ela me passou antes. "Rô, a camiseta do Obama está cara! Mas a do MacCain está baratinha...". Sei lá o que vai dar essa "obamania" e o futuro dos States. Mas que minha camiseta fez sucesso hoje, ah, fez!

sábado, 29 de novembro de 2008

Para minha amiga de fé e irmã camarada!


Sempre tive muitos amigos. Amigos de verdade, amigos de balada, amigos de infância, amigos de boteco, amigos de amigos. Pudera: passei 24 anos da minha vida morando na mesma cidade. Fora isso, nunca fiz o tipo ‘nômade’: freqüentei apenas dois colégios na vida, uma universidade e alguns poucos bares (pra não dizer um único, no qual tenho até hoje o privilégio de pendurar a conta, caso esteja sem um puto na carteira). Enfim, passei ¼ de século rodeada de pessoas, rostos, ruas e lugares conhecidos, até que um dia veio a vontade de mudar de emprego, de cidade e de vida. O que antes era confortável e aconchegante se transformou em absolutamente novo e caótico: São Paulo tem uma dinâmica completamente diferente da de Campinas. A distância é pequena: 100 míseros quilômetros, mas o fato é que a rotina – inclusive das relações – é absolutamente mais complexa. Aqui tem o trânsito. Aqui tem a correria. Aqui todo mundo vive atribulado, ocupado, sem tempo. Talvez por este motivo eu preze tanto os amigos verdadeiros que fiz desde que cheguei (e que busco manter com toda a dedicação do mundo). Rosane é um deles, sem a menor sombra de dúvida. Me lembro bem do dia em que a vi pela primeira vez: bastou uma rápida conversinha para que eu já saísse encantada com seu jeito doce, seu estilo fashion e suas lindas madeixas encaracoladas. O resultado disso? Bem, hoje a Rô é simplesmente uma pessoa indispensável na minha vida. E isso, de certa maneira, envolve vocês, queridos leitores, pois foi dessa amizade bacana que nasceu este blog. Por este motivo, convido a todos para cantarem comigo um sonoro e alegre ‘parabéns a você’ para minha parceira, que hoje, 29 de novembro, completa mais uma primavera. Porque muito mais do que amiga, jornalista, esposa e mãe, a Rô é uma MULHER DE PRIMEIRA, que merece ser sempre muito, muito feliz. Vamos lá?

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Cheque bom para... me irritar!


Eu já tinha "alertado", aqui, sobre o recheio do chiclete Babaloo, que diminuiu sensivelmente -basta mordê-lo para comprovar. Mas tem outra coisa, dessas que caem para a segunda divisão, me irritando: os cheques de maquininha do Bradesco. Primeiro, que banco já me cansa, por tabela. Sou uma garota à moda antiga, ainda apegada a folhas de cheques. Me sinto segura com um talão na bolsa. Se tudo falhar, o cartão, o visaelectron, tenho aquela folhinha que me salva. E adoro um chequinho pré-datado... Gosto de anotar as compras no canhoto. Minha ruína. Então, vez ou outra recorro ao caixa eletrônico para pegar um talão express. E já faz tempo que o talão se transformou naquela folha imensa e picotada, que eu mesma tenho que destacar, e sem ter depois como prendê-las. Isso vira uma zona dentro da minha bolsa, que já é o triângulo das bermudas. Os canhotos se perdem, as folhas amassam, fica tudo de quinta. Daí leio que o Bradesco foi o banco que mais faturou em 2008. E me sinto de segunda, porque contribuí bastante para o lucro --deles. Quando eu ficar rica, não quero ser Prime. Mudo de banco, mas será que adianta? Pelo tanto que eles ganham em cima da grana dos clientes, deveriam nos receber nas agências com champanhe e massagem. E os talões de cheques tinham de voltar a sair da maquininha lindos e montados. Alguém pode me dizer porque as taxas só aumentam, enquanto o serviço é cada vez mais de quinta?

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Saia Justa no CQC?


Li ontem na Folha Online que está rolando ciumeira entre os integrantes do CQC, programa de primeira exibido as segundas na Band. Nunca fui muito nerd de tevê, mas confesso que sempre espero ansiosa para conferir as tiradas rapidérrimas e ácidas de Marcelo Tas e sua turma engravatada. Sou fã declarada dos caras, e já tinha notado na semana passada um clima meio sinistro sempre que o apresentador Marcos Luque tentava fazer alguma piada (sem graça, vale ressaltar). Na edição de ontem, a coisa ficou ainda mais evidente, quando Tas, entre uma gargalhada e outra, com certa sutileza, fez questão de afirmar que Luque nunca decora seus textos - o que imagino que seja verdade, visto que seus comentários nunca me arrancaram um sorrisinho sequer. Por este motivo, fiquei com a maior cara de ué quando percebi que, a partir do 'delicado' puxão de orelha em rede nacional, a platéia passou a aplaudi-lo com mais afinco. Seria porque ele é integrante do Terça Insana? Gente, ok, o cara pode ser ótimo no palco, mas no caso do CQC as tiradinhas dele são tão sem sal... Enfim, pitacos à parte, só espero que o programa não seja prejudicado ou se transforme numa disputa de egos inflados – caso contrário, a chance de chorar de rir numa segundona braba será mínima (pra não dizer nula). Em tempo: vale a pena dar uma espiada no blog do repórter Danilo Gentili. O texto não é aqueeeela maravilha (o próprio site do CQC é estranhamente cheio de errinhos!), mas o humor, que neste caso é o que realmente interessa, é nota 10!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Batida de segunda



Eu só lembro de estar ouvindo "Don't worry, be happy", com a Mart'nália, quando tudo parou: meu colo bateu forte na direção, minha filha rolou do banco de trás para o chão do carro, começou a sair fumaça do capô. Bati. Feio. E do jeito mais de segunda: na traseira. Chovia muito-muito em Paraty neste feriado. A ponto da Anita soltar essa pérola: "Se eu fosse a chuva, não choveria tanto...". Fiquei esperando passar o temporal, ficou tarde, e a chuva não parou de chover... Saí de noite, e naquele trecho, perto de Ubatuba, estava seco. Foi quando relaxei, Anita deitou para cochilar, e vacilei. O Passat 2008 da frente reduziu, para passar numa valeta, e eu não reduzi. Pow! O carburador furou, não dava para seguir. O dono do carro, que foi um gentleman, e se chama "Newman" (nunca conheci ninguém chamado assim, além daquele ator, Paul Newman), me deu carona até um posto 24 horas ali perto, para aguardar o socorro do seguro (ter seguro, aliás, é a única coisa de primeira nessa história). No caminho, imaginava o cara pensando: "Que mulher maluca!". De volta ao carro, quase meia-noite, ao lado do guincho, esperando o táxi do seguro, fiquei pensando na bobagem toda e no que aquilo tudo queria dizer: "Desacelere", foi o que me veio. Talvez por ter lido um post no blog da Valéria, "Luz no Fim do Túnel", dias antes. Foi a coisa mais inteligente que li sobre a crise até agora: que a crise é a luz no fim do túnel, porque o mundo está acelerado, e será obrigadao a desacelerar e se reinventar. Sorte que nem eu nem Anita nos machucamos. Sorte que tive para quem ligar E chorar. E reclamar. Sorte que tudo acabou bem. E hoje, segunda-feira, já estou mais slow motion... Sem nem saber ainda a conta da oficina! E você, já deu (ou levou) uma batida de segunda, ou de quinta? O que a batida quis te dizer?

terça-feira, 18 de novembro de 2008

São Paulo e suas mil e uma possibilidades...


Pode parecer estapafúrdio, mas a verdade é que pra mim, liberdade demais oprime. Dou nó quando alguém pede, por exemplo, um texto sobre “qualquer coisa”. É como se as mil e uma possibilidades me impedissem de criar, de produzir, sabe? Preciso de foco para funcionar bem. Pra conseguir organizar as idéias, e depois escolher o que quer que seja. Talvez por isso eu goste tanto desses especiais “O melhor da cidade” que pipocam de tempos em tempos nas bancas de jornais, afinal estou em São Paulo há dois anos e ainda queimo minha cachola na hora de propor um restaurante ou bar bacana. Minha tendência é a de sempre ir aos mesmos lugares, mas ao mesmo tempo adoro conhecer espaços diferentes - só preciso de uma mãozinha pra explorar mais a vida gastronômica e noturna aqui da babilônia. Fora que sempre me esqueço dos lugares que me indicaram, ou que simplesmente despertaram minha curiosidade só pela fachada bonitinha. Bom, mas enfim, todo esse blábláblá é pra contar que na semana passada folheei o especial da Revista Época São Paulo sobre o melhor da capital e adorei várias das categorias criadas para a publicação. Não é de primeira saber os melhores PFs de São Paulo? Ou os melhores pastéis? Ou, ainda, as três melhores esquisitices boas de comer? Eu já decidi: vou sempre dar uma espiadinha nesta revista antes de sair de casa. E mais: vou intimar minha parceira, Rosane, pra comer testículos de galo no Aperitivos do Valadares, que fica na Lapa - uma das três esquisitices eleitas. Será que ela topa?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor...


Se segunda-feira é o dia oficial dos começos – dieta, academia, projetos, etc. e tal -, podemos dizer que o “ano novo” é o período oficial das grandes mudanças. Quem não faz uma listinha (mesmo que imaginária) de todas as atitudes e ações que pretende adotar após o reveillon? É clássico! Básico! Em dezembro passado, colei na minha geladeira um papel com tudo o que pretendia implementar em minha vida em 2008. Ainda está lá, exposto, para que até o último dia deste ano, eu não esqueça nem um momentinho sequer dos compromissos internos que eu assumi comigo mesma. Hoje, enquanto tomava café, rapidamente bati os olhos no papelzinho, e um tópico em especial me chamou a atenção: “ser feliz todos os dias”. Olha que desejo mais complexo! Por alguns instantes, parei para refletir sobre o conceito de “felicidade”, e em seguida perguntei a mim mesma se eu havia conseguido realizar este sonho até hoje, segunda-feira, 17 de novembro de 2008, 13h19. Depois de silenciar os pensamentos e abastecer minha xícara com mais um pouco de café, me vieram duas respostas. Uma, confesso, bastante simplória e conformista: “ninguém consegue ser feliz todos os dias. E as segundas-feiras? E as brigas com o namorado? E as broncas do chefe? Que desejo mais irreal, mais surreal!”. Já a outra foi bem mais subjetiva, porém mais honesta por não conter tantos julgamentos ou idealizações: “ser feliz é se entregar, é viver com intensidade, todos os dias. Não significa acordar gargalhando, mas tem tudo a ver com olhar para trás e pensar ‘dei o meu melhor à vida, às oportunidades, às pessoas que amo, e não me arrependo de nada, absolutamente nada do que fiz'”. Fiquei com a segunda resposta, pois é exatamente esse o meu conceito de felicidade: não ter medo de se entregar, se jogar pra valer - mesmo que isso gere alguns galos na cabeça depois. E pra você, o que é ser feliz? Já começou a bolar alguns itens da listinha de desejos para 2009?

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Então é (quase) Natal


Há quem ache o Natal uma festa de segunda. Claro, tem os chatos, os amigos (ou inimigos?) secretos, o lado comercial da coisa, os panetones esmigalhados, e principalmente a tristeza de quem não tem família ou grana. Com todas essas ressalvas, confesso, eu adoro o Natal! Gosto do colorido, das luzes, do clima de festa. E mais ainda porque tenho uma filha de 5 anos, que ama tudo que brilha, e ainda tem a sorte de acreditar em Papai Noel. Então, lá em casa o Natal chegou cedo. Sábado passado eu e Anita saímos atrás de enfeites para fazer a árvore mais colorida do mundo. Esse era o nosso conceito, depois de avaliar alguns outras idéias temáticas como uma árvore inspirada no mar, com conchas e sereias, ou "picante", enfeitada com pimentas. O modelito kitsch multicolorido pareceu mais fácil e divertido, até porque, a idéia era gastar o mínimo. Conseguimos, graças a uma dessas lojinhas de festas e bugigangas da Teodoro Sampaio. Tem várias, mas entrei na primeira que vi, a "J. Marrash", no 2.144. E lá mesmo resolvi tudo. O melhor são as luzinhas. Encontrei um pisca com as minilâmpadas encapadas de micropacotes de presentes coloridos (R$ 19,90). Tem também os piscas de bolinhas de natal e estrelas vazadas, com as luzes dentro. E esses(coreanos, acho) têm um timer para iluminar de três maneiras: piscando rápido, mais devagar, ou em cores alternadas. Não é de primeira? Fizemos a árvore mais colorida do mundo, com presentinhos, anjinhos, bolas mil, e dois tipos de pisca, por um precinho do Peru. Claro que não tem aquele chiquê dos enfeites de uma Cecilia Dale da vida. São pacotinhos de R$1,99. Mas o que importa? De primeira mesmo é criar uma decoração original. Para quem não quiser se jogar na 25 de março, fica a dica da Teodoro. E, você, acha o natal de segunda ou de primeira?

terça-feira, 11 de novembro de 2008

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Seu vizinho também é de segunda?


Sou uma boa vizinha. Não fico dando piti à toa (até porque moro sozinha), não escuto funk carioca no último volume (até porque não suporto funk carioca) e não organizo mais baladinhas semanais até altas horas (até porque tô ficando velha e não consigo mais dormir tarde e acordar cedo). Ou seja, o que quero dizer aqui é que acho muito difícil que qualquer vizinho do meu prédio tenha algum tipo de reclamação a fazer sobre a minha pessoa. Tudo bem, não sou do time dos que têm tolerância zero com os barulhos alheios, mas acho que quando você resolve morar em um apartamento, deve ter em mente que nunca mais vai poder se expressar sem bom senso. Explico: morando numa casa, brigar com o namorado bem na porta de entrada, por exemplo, não irrita ninguém (a não ser o coitado do namorado), mas em um prédio é algo absolutamente ABOMINÁVEL e DESELEGANTE para os outros moradores, concorda? Pois bem, acho que minha vizinha nunca se deu conta de que todas as vezes em que ela despacha o namorado aos berros, estou bem pertinho, atrás da minha porta, espumando de raiva por causa do tropé de quinta. Afinal, nem as paredes grossas de um predinho antigo, como o meu, são capazes de barrar o som ardido e desagradável do escândalo de um casal. No caso da música, mesma coisa: quem disse que todos os moradores querem ouvir a mesma trashice que você está ouvindo? Aliás, eis uma ótima pergunta: por que as pessoas que adoram escutar músicas no último volume (seja em casa, seja no carro) SEMPRE são fãs de músicas da pior qualidade possível?

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A favorita do Youtube



Outro dia fui a uma palestra do cientista pernambucano Silvio Meira, tido como uma das cem pessoas mais influentes do Brasil (segundo lista da Exame). Era um papo sobre tecnologia promovido pela agência Talent. Silvio falava das muitas mudanças tecnológicas que nos esperam nos próximos dez anos e de como a internet mudou radicalmente nossa vida e relacionamentos. Lá pelas tantas, ele mostrou, como exemplo dos fenômenos que acontecem na rede, a novela "Mina e Lisa", de produção (quase) caseira, exibida apenas no Youtube, que chegou a ter 1 milhão de espectadores. Isso mesmo. 1 milhão. Uma novela sobre o cotidiano e os dramas de duas adolescentes japonesas no Brasil. Silvio disse que a tal novela era feita por um sujeito chamado Helio Ishii... Pensei: "É o pai do Caio!". Explico: o Caio é um garotinho de 4 anos, a coisa mais fofa, amigo de escolinha da minha filha. Em uma festinha infantil da vida, Helio havia comentado que produzia uma série na internet, e não dei muita bola. Passou. Depois da tal palestra, reencontrei Helio e finalmente entrei no link de "Mina e Lisa". Só vendo. O texto é bem sacado e a trilha sonora japa, de uma cantora chamada Haikka, de primeira (adorei a canção "Nananana")... Dá uma olhada:



Por essas e outras, convidei Helio Ishii, "um diretor de terceira", como ele se auto-define para responder nosso Quiz GS (Garotas de Segunda). Ele, que na verdade é de primeira (em tempo: é o cara de óculos com roteiro na mão, na foto do topo), conta que a idéia de "Mina e Lisa" pintou depois de produzir dois documentários sobre brasileiros que tentaram a vida no Japão. Helio conhecia duas garotas de 15 anos que viviam sozinhas em São Paulo porque os pais se mandaram do país. Elas inspiraram a ficção. "Não havia pretensão quanto a forma ou conteúdo. Queríamos falar de nós mesmos, vaidade de pessoas sem graça, meio sem rumo, meio esquecidas, com dramas pequenos mas não idiotas", diz ele. Depois de 24 capítulos, produzidos a partir de 2007, Helio está retomando (a pedidos) a criação de novas histórias. "É produção de segunda", avisa. "Ninguém ganha nada. Quase tudo emprestado. Nosso almoço é um cuscuz feito pela empregada de um amigo. Sem avisar, sem planejar, sem querer." Com vocês, o fantástico "pai do Caio":

QUIZ GS

1 Minha definição de segunda-feira: dia cru

2 Uma receita de primeira com ingredientes de segunda: Mina e Lisa

3 Uma balada de segunda (-feira): boteco do bairro pra beber e
voltar a pé

4 "Parece de segunda, mas é de primeira...": Séries de internet

5 "Parece de primeira, mas é de segunda...": Séries de internet

6 Uma pessoa de primeira: Convictas de segunda

7 Uma atitude de quinta: Controle na internet

8 Um programa de quinta: Windows

9 Um dia em que eu me senti de segunda - Qual a outra opção?

10 Um antídoto contra a TPS (tensão pré-segunda): Ter filho

A novela das oito que se cuide... E você, costuma ver séries na internet?

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Machista de quinta, em plena segunda


Se tem uma coisa que eu invejo em algumas pessoas é a habilidade de elaborar respostas rápidas e certeiras. Tipo um tapa com luva de pelica, sabe? Tão rápido, tão ágil, que o alvo sequer tem tempo de revidar. Perde o chão. Hoje, por exemplo, estava a caminho do trabalho, num mega trânsito de segunda (e na segunda!), quando fui obrigada a frear o carro repentinamente por conta do sinal vermelho. Como havia parado em cima da faixa de pedestres, fui logo engatando a ré e voltando alguns centímetros – controlando tudo pelo retrovisor, obviamente. Pois bem, aí o cidadão que dirigia o carro de trás disparou a buzina por vários segundos seguidos - naquele estresse básico da segunda-feira - e eu olhei pra trás com cara de “é claro que estou te vendo, mané”. Logo depois o sinal abriu e o cara teve a pachorra de enfiar a cabeçona pra fora e esbravejar, em alto e bom tom: “é que mulher no volante é perigoso, sabe como é!”. Eu fiquei tão perplexa com essa afirmação de quinta que não consegui sequer bolar uma resposta decente para o mala. Não deu tempo... Perdi as palavras! Pior que nos 40 minutos seguintes, amarguei uma raiva danada por não ter gritado qualquer coisa bem deselegante pro motorista machistinha. Que poderia ter sido, alguém tem algum palpite?

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Desculpas de sexta



Queridos leitores de primeira: Paloma está no Rio e eu em outro planeta. Por isso a atualização desse blog anda tão de quinta. Mais por falta de tempo do que de assunto. Prometemos melhorar! E, para quem quiser brincar um pouco de ler a sorte no Dia das Bruxas, deixo aqui o link da bruxastróloga Zoe de Camaris. Basta clicar em "Oráculo", fazer a pergunta e tirar uma carta do seu tarô virtual, que tem conselhos espertos. Não custa tentar, já que, diz a lenda, hoje os portais ficam (mais) abertos... Muitas travessuras e gostosuras no fim de semana. Té segunda!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Iguaria mega de primeira!


Primeiro você se descabela para encontrar uma vaga de estacionamento. Em seguida, encara uma fila razoável para fazer seu pedido. Por fim, disputa a tapas e cotoveladas um cantinho, por menor que seja, no balcão abarrotado de clientes. Sim, quando o assunto é o sanduíche de mortadela do Bar do Mané, localizado no Mercado Municipal Paulistano, tudo isso vale a pena. Não é de hoje que eu planejava escrever sobre o quitute, um super clássico dos clássicos da gastronomia de São Paulo que tem absolutamente TUDO A VER com este blog, mas só no último sábado consegui me programar para encarar o caos do centrão e mais uma vez (ô dureza!) provar a delícia – desta vez especialmente para o Garotas. Pois bem, bastaram apenas alguns minutos no local (e uns goles de Original geladíssima!) para que eu me sentisse em casa, e quando me dei conta já estava papeando como uma velha amiga com todos os funcionários e clientes adoradores do sanduba - não só pela cara-de-pau que me é característica, mas também por estar maravilhosamente acompanhada pelo namorado-amado-gringo-quase-paulistano, que rapidamente se encantou pelo ambiente de primeira e, após se desdobrar em elogios ao recheio farto e saborosíssimo, prometeu recomendar a iguaria in english em seu blog. É o sanduíche do Mané ganhando o mundo! Pudera, né gente? Cada lanche tem cerca de 350 gramas de mortadela e sai por apenas R$ 8 (a versão tradicional, fria e sem queijo). Não é por acaso que aos sábados, segundo o funcionário Leandro Lima (esse aí da foto, mega simpático!), mais de mil pessoas passam pelo local. “Os clientes adoram”, diz ele, a prova-viva de que o sanduba não enjoa – come um por dia, religiosamente. E trabalha na casa há nada mais, nada menos do que oito anos...

Ficou com vontade? Vai lá!

Bar do Mané
Rua da Cantareira, 306 (E-14)
Mercado Municipal Paulistano
Fone: (11) 3228-2141
Abre todos os dias, das 4h às 17h
http://www.bardomane.com/

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Muito além de um clássico dos botecos!


Tem expressão que, por si só, diz mais do que mil palavras. É o caso de “coxinha”, termo absolutamente rico e versátil que pode imprimir uma série de impressões, adjetivos e demais rótulos para pessoas, atitudes e comportamentos. Coxinha pode ser, por exemplo, “certinho”. Pode também ser “careta”, ou “nerd”. Pode ainda ser “chato”, “sem graça”, “sem sal”, “puxa saco” ou qualquer coisa nessa linha. Fala sério, você não possui diversos coxinhas em sua vida? Ou, pra ser mais filosófica e profunda: você não acha que todo mundo tem seus momentos de coxinhice? Eu tenho vários, admito. E também confesso que vivo usando termo “coxinha” em meu dia-a-dia. Acho sonoro, prático e bastante apropriado, visto que nunca se sabe exatamente o que a pessoa realmente quer dizer quando dispara que fulano ou cicrano é "coxinha demais". Fica sempre uma interrogação no ar... Estratégico, né? Só não faço a menor idéia de como e quando o salgadinho frito e recheado de frango desfiado, clássico de todo e qualquer boteco de primeira, de segunda e de quinta, foi associado ao comportamento humano... Esteticamente falando, a coxinha é tão básica! Forma de gota, douradinha... Fora que é saborosíssima! Por que então virou expressão de gente certinha e sem graça? Você tem alguma teoria?

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Frase do dia



"Devido às quebras de bancos, queda nas bolsas, cortes no orçamento, à crise nos combustíveis e pelo racionamento mundial de energia, informamos que a famosa 'luz
no fim do túnel' está temporariamente desligada"
(Anônimo)

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Amor e tragédia


Nesse fim de semana fiquei grudada na Anita, minha filha de 5 anos. Fazia tempo. Sem o pai em casa, dormimos juntas os dois dias, levei os DVDs de "A Pequena Sereia" e o "Natal dos Pôneis" para ver no meu quarto. Também curtimos juntas o DVD do show da Amy Winehouse (ela adora o trecho "no, no, no" da música Rehab!) enquanto eu arrumava gavetas e ela desenhava. Festa na minha cama, com pipoca, beijos e abraços e carinhos e "concursos" de declarações do tipo: "Eu te amo um milhão e mais que tudo, mais que o infinito e todas as estrelas e os planetas e o infinito do infinito...". Hoje, acordei mais cedo, e, antes de levantar, fiquei um tempinho olhando para Anita, adormecida e bela, no seu pijama rosa de carneirinhos. Mais tarde, a caminho do trabalho, o desfecho triste do seqüestro da menina Eloá na CBN. Senti uma dor imensa pela mãe de Eloá. Quantos beijos, quantos vestidinhos, histórias de fadas, xaropes para tosse, bonecas, sorrisos, desenhos, um futuro em branco... tudo perdido. Segunda-feira trágica. E algumas questões no ar: Como impedir que uma menina se envolva amorosamente com alguém aos 12 anos? Como saber se esse namorado não é um maluco? Será que, em três anos, ele não deu sinais de desequilíbrio? E como fazer essa nossa polícia de segunda, um dia, ser de primeira?

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Horário de primeira

Horário de Verão me lembra calor, que me lembra sol, que me lembra praia, que me lembra amizade, que me lembra brinde, que me lembra celebração, que me lembra Natal, que me lembra família, que me lembra amor, que me lembra alegria, que me lembra alívio, que me lembra recomeço, que me lembra ano novo, que me lembra esperança... É por essas e outras que estou radiante diante do fato de ter que adiantar os relógios à meia-noite deste domingo. Porque mesmo quando tenho que levantar cedíssimo (e olhe que madrugar tem sido uma constante em minha vida nos últimos tempos!), sei que ainda chegarei em casa vendo alguns raios de sol no céu, e isso me dá uma sensação de profunda felicidade! Adoro as tardinhas, e durante esta época do ano tenho a sensação de que elas ficam mais longas, mais belas e coloridas... Por este motivo (além de algumas outras cositas más), passei os últimos dias contando os minutos para este final de semana... E você, também acha que o horário de verão é de primeira?

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

"Eu e Elymar"



Seu eu ainda tinha alguma dúvida, alguma crise de consciência, ontem à noite me assumi: sou mesmo uma legítima garota de segunda. Preparem-se, porque a revelação é forte: eu fui ao show do Elymar Santos. No Bar Brahma. Explico: ele tinha gravado uma música de uma superamiga minha, a Isolda, compositora das grandes, autora de vários sucessos do Rei, como "Outra Vez". O cantor faria uma homenagem a Isolda, pelo sucesso da canção "Procura-se" (Procura-se um grande amor, que ainda tenha tempo para ser feliz...), em seu mais recente CD. Eu nunca tinha ouvido essa música. Tampouco sabia muito do Elymar, além de que ele usava uns modelitos ciganos, tinha um rabo de cavalo, e cantava umas músicas à la Wando. Mas fui, para encontrar e prestigiar a amiga.

Bom, convidei outra amiga que tem um pé no lado B da vida, a Auci, consultora deste blog, aliás (ela é a ruiva comigo na foto, ali em cima). Rumamos as duas para o centrão. Eu não sabia: era aniversário do Elymar, gente! O Bar Brahma estava bombando. Muitas senhoras louras e homens de terno. Muitas mesas de mulheres munidas de máquinas digitais e letras do Elymar na ponta da língua. A biografia do cantor impressiona: quando era um simples crooner, ele vendeu tudo o que tinha, alugou o Canecão e fez um show. "Ele apostou tudo nele mesmo", me contou Rita, uma das amigas de Isolda. Pois ele conseguiu lotar o Canecão. Foi a partir desse show que seu nome ficou conhecido e a carreira do cara deslanchou.

Depois de alguns choppes e iscas de picanha puxada no molho madeira (ótimo petisco, por sinal), eu já estava curiosa para conhecer essa lenda, ao vivo. E lá vem Elymar Santos, sob o foco de um holofote. Um pouco diferente do "Elymar que eu conhecia": de terno preto, brilhante, com um tecido tigrado. Delírio na platéia. A primeira música era um hit, que dizia algo como "Vocês também são estrelas". Depois ele cantou umas mais cults, como "O Mundo é um Moinho", do Cartola, aquela do palhaço, do Antonio Marcos, "La Barca" e outros boleros. Não se pode negar: o cara tem uma puta voz, e domina o palco. Mas a coisa pegou mesmo nas músicas, digamos, mais calientes. Num momento único, ele deu uma viradinha, ficou de costas, abriu o paletó e voltou com a camisa estampada aberta e o peito aparecendo. Delírio na platéia 2! As letras também ficaram mais ousadas: "O amor que a gente faz é diferente, ninguém me teve direito, ninguém foi tão perfeita...". Ele cantou ainda "Amor sem censura", "Paixão voraz" (tocando castanholas!) ... e eu e Auci, já que ali estávamos, nos divertimos de verdade. A noite acabou em clima de Carnaval.

Pena que a homenagem a Isolda não rolou, porque no meio do show ela precisou ir embora (e o cantor foi avisado), mas a música "Procura-se" está aí, no vídeo abaixo, na abertura de um dos shows do Canecão. No fim, o que fica é o tema que motiva esse blog: tudo o que é autêntico tem seu valor. Elymar Santos é brega --no bom sentido. Se é que vocês me entendem... Ele não canta aquelas melodias e letras bobocas dos pseudo-sertanejos, nem as vulgaridades dos axés da vida. Ele é o brega bom. O brega legítimo, portanto, kitsch. Brega de primeira. Ou eu nem teria ido. E não é que a vida dele, ano que vem, vai virar filme?



ps: As noites do Brahma, aliás, tem valido como um MBA no meu currículo de garota de segunda. Recomendo a programação, principalmente o Cauby Peixoto, às segundas, para quem gosta do gênero!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A restolândia de dona Canô


Na casa de dona Canô, segunda-feira é dia de "restolândia" no almoço. É o que diz Isaura, funcionária da casa dos Velloso, em Salvador, à repórter Karla Monteiro, que assina um perfil delicioso da mãe de Betânia e Caetano, na revista de domingo do jornal "O Globo" (de 5/10). Delícia também deve ser o livro de receitas de dona Canô, "O Sal é um Dom" (ed. Nova Fronteira), organizado pela filha Mabel (a terceira da prole de oito) a partir de um caderninho escrito à mão. Na reportagem, Mabel conta que dona Canô disse essa frase a Rodrigo, outro dos filhos, enquanto explicava uma receita, por telefone: "Ah, meu filho, o sal é um dom". Ou seja, os ingredientes são os mesmos, mas o tempero é coisa de cada um. Ah, quando eu crescer e tiver 101 anos, quero ser sábia e doce como Dona Canô. Em outras aspas, a matriarca diz que, na família Velloso, todo mundo nasceu com a "cabeça cheia de música e o estômago cheio de fome". E, quanto à restolândia, naquela segunda-feira tinha siri, sururu, carne de panela, lingüiça, costelinha... Ou seja, porções de tudo o que havia no domingo, requentadas, e com o tempero mais curtido. Afinal, nada como o sabor de algumas comidinhas amanhecidas... Feijão bem temperadinho, cozidos apimentados... Tem coisa mais de segunda --e mais de primeira? Qual é a sua restolândia favorita?

Visita de primeira


Que fique bem claro: esse post nada tem a ver com chacota. Absolutamente! Quem me conhece sabe que sou uma pessoa que respeita todo e qualquer papo 'místico', por assim dizer. Por isso, sou do time dos que adorariam ver uma nave no céu amanhã, dia 14 de outubro de 2008, conforme anunciado no vídeo abaixo. Sério. Estou super torcendo, até porque quando o assunto é ET, na hora me vem à mente a imagem daquela fofíssima criaturinha do filme do Spielberg, toda emboladinha num pano branco, voando na bicicleta, com a enorme lua ao fundo. Tão lindo! Não seria super de primeira descobrir que existem, sim, seres extraterrestres capazes de nos ajudar a construir um mundo melhor? Eu acho a idéia o máximo, e bastante pertinente. Por este motivo, vou olhar para o céu amanhã, esperançosa, em busca de algum sinal. E você?


PS: Vale ressaltar que, já de antemão, nossos amigos intergaláticos estão se mostrando bastante inteligentes e sensatos: aparecer por aqui numa segunda-feira, nem pensar...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Da água pro vinho!


Adoro o meu apê, meu cantinho, mas ultimamente tenho sentido uma raiva danada do frio de segunda recorrente que sinto quando estou em casa. Sim, o clima de São Paulo não tem colaborado (São Pedro menos ainda), mas de uns tempos pra cá, sinto que passo mais frio dentro do apartamento do que fora dele. Essa semana, por exemplo, tem sido assim. Aí, quando nem banho quentinho, nem blusa de lã dão conta do recado, apelo para o vinho. Básico! Uma tacinha e tudo fica mais, digamos, morninho! Quem sofre é o meu bolso, claro, já que vira-e-mexe tenho que dar um pulinho no mercado da esquina para adquirir mais uma garrafa (se eu virar alcoólatra, gente, vocês são testemunha de que a culpa não é minha, é do frio!). Enfim, mas hoje li uma matéria no UOL que me deixou bastante esperançosa: moradores de uma cidade na Itália foram surpreendidos quando perceberam que ao invés de água, as torneiras de suas casas estavam jorrando vinho branco. Não é o máximo? Você chega exausta do trabalho, percebe que não tem nem mais uma gota de qualquer bebida capaz de amenizar a sensação de pré-congelamento, sente preguiça de ir ao Pão de Açúcar (ou está em um puto na carteira), abre a torneira e pum!, se dá conta de que a Sabesp resolveu te presentear com um vinho de ótima qualidade - sem contar que o serviço ainda é tipo delivery! Que maravilha! Não por acaso, os italianos da cidade de Marino acharam que se tratava de um milagre (leia a matéria clicando aqui). Será que algo desse naipe também vai acontecer aqui na Babilônia? Tô torcendo... Esse sim seria um "erro" de primeira, né não?

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A frase


A melhor sacada foi da Didi, minha assessora para assuntos domésticos e aleatórios, ontem à tarde, antes de encarar uma viagem de metrô até Itaquera para votar "no Kassab, porque ele não vai aumentar a passagem". Sei... Eu é que começo a avaliar uma hipótese se suborno: aumentar a verba de transporte dela, para ver se no segundo turno a coisa muda de figura.
E disse Didi: "Eles pegam bem o nosso dia de descanso... Já que tem que votar, por que não marcam logo na segunda-feira, e dão feriado pra todo mundo?"
Eu, particularmente, gosto de votar. Mesmo sem muita esperança, gosto do clima, da movimentação, mas ela tem razão: já que o voto é obrigatório, por que não lançar um feriado eleitoral? Bem na segunda-feira. Eu voto na Didi!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

E o veredicto é...


Em tempos de Lei Seca, ser vizinha de boteco é luxo. Ontem, fui com minha parceira de primeira e seu maridón provar um clássico petisco geralmente comercializado em praças e ruas da capital paulistana: o churrasquinho grego, que agora também pode ser apreciado no boteco que abriu na esquina de casa, o Veredicto. Pois é, agora sou duplamente sortuda: posso beber sem medo de ser presa e comer sem medo de ter dor-de-barriga! Não por acaso, o sanduíche foi batizado de Praça da Sé e é um dos carros-chefes da casa, inaugurada há 20 dias no bairro do Sumaré. De acordo com um dos proprietários, José Gonçalves, a iguaria é preparada com carne de primeiríssima e tem feito sucesso absoluto entre os clientes. Eu nunca tinha provado um churrasquinho grego na vida, com receio de devorar um gato com vinagrete em pleno centrão de São Paulo, mas ontem realmente me deliciei com o lanche, que sai por R$ 12,50 - tudo bem, na Praça da Sé certamente o preço é bem menor, mas o cenário não é tão charmoso (e a carne, não tão confiável)! Concorda? Por isso, o meu veredicto para o sanduba é: APROVADO! Nota 10! Ficou com água na boca? Vai lá!

Veredicto Bar
Rua Apinajés, 1523 – Sumaré – São Paulo/SP
Fone: (11) 3873-0990

Quarta de primeira



E hoje, sete da noite, vai rolar um programa de primeira na Livraria Sobrado, em Moema. Muita gente já me falou dessa livraria, que é um charme e tem um espaço bacana para eventos literários e afins. Pois é lá que acontece o show "Jorge Amado: Amor e Mar", um dos mais bonitos do projeto Canto Livro, idealizado pelo compositor e cantor Jean Garfunkel. São pockets temáticos, em que os textos saem dos livros para encontrar canções afinadas com a obra do autor em questão: no caso de Jorge Amado, as letras e melodias são de Dorival Caymmi, na interpretação de Jean e Joana Garfunkel. Para entrar no clima, fica aqui registrado um momento único de Tom Jobim e Gal Costa, nos ensaios da trilha do filme "Gabriela" --essa, do Tom. E logo mais, no show, tem "Modinha para Gabriela", do Caymmi, e tantas outras canções de mar, amor e saudade, que ilustram a obra e a Bahia de Jorge (para sempre) Amado.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

O horror



Hoje meu assunto não tem graça nenhuma. É algo assustador. É algo que me tirou o sono. É algo inclassificável. Movida por uma curiosidade mórbida, ontem à noite cliquei numa notícia do Le Monde, no rodapé do Uol, que chamava para um crime que aconteceu no Paquistão. Três irmãs foram "enterradas vivas" em nome da "honra" da família. Elas se chamavam Hameeda, Ruqqaya e Raheena. Eram adolescentes. E cometeram um crime grave: fugiram de casa para poder se casar com os homens que elas escolheram (e não os eleitos pela família). Não consegui parar de ler. Assombrada. Embora eu trabalhe na Marie Claire, uma revista que defende os direitos das mulheres, que denuncia barbáries desse tipo, que acontecem em países como o nosso ou como esses, que vivem no milênio passado, eu jamais havia imaginado um crime tão vil. Só lendo a matéria, que reproduzo, em trechos, a seguir. A questão que me pegou no travesseiro foi a mais ingênua do mundo: o que eu poderia fazer para evitar um crime como esse? O que a gente poderia fazer para melhorar esse mundo cão? O assunto ganhou a imprensa internacional por causa de um jornalista paquistanês, que teve a ousadia de escrever sobre a barbárie, colocando os "crimes de honra" em discussão no próprio Paquistão e no resto do planeta. O mínimo que posso fazer é postar o horror.

Por Frédéric Bobin, do Le Monde
Eram três irmãs, com idades de 16 a 18 anos. Hameeda, Ruqqaya e Raheena viviam em Baba Kot, uma aldeia no Baluchistão, uma província árida situada no sudoeste do Paquistão, nos confins do Irã e do Afeganistão, lá onde a terra se resume a areia, pedras e rochas buriladas pelo vento. Elas morreram enterradas vivas numa vala comum. Foram vítimas de um "crime de honra" que, pela sua selvageria inédita, vem assombrando as consciências nestas últimas semanas por todo o Paquistão, onde a população geralmente aceita sem problema esses assassinatos que são práticas costumeiras ancestrais.

Hameeda, Ruqqaya e Raheena foram assassinadas em nome da tradição. Elas cometeram o crime de querer casar-se com o homem da sua escolha, e não com os primos que a tribo - dos umrani - havia indicado para elas. O que aconteceu realmente em 14 de julho, naquele dia funesto em que o crime foi perpetrado? Uma sucessão de fatos delineou-se em função das indicações que foram publicadas pela imprensa paquistanesa. Em 13 de julho, as três jovens mulheres haviam deixado sua aldeia de Baba Kot a bordo de um táxi, acompanhadas pela sua mãe e por uma tia. O grupo dirigiu-se na direção de Usta Mohammad, um vilarejo situado a 80 km, onde Hameeda, Ruqqaya e Raheena queriam comparecer no tribunal civil local para se casarem com os homens que haviam escolhido.

A escapada revelaria ser breve e, sobretudo, fatal. Mal haviam chegado a Usta Mohammad, as cinco mulheres foram raptadas por um comando de homens da tribo umrani que as perseguiam desde a sua partida. Elas tinham vilipendiado a ordem ancestral, que sujeita as moças às estratégias matrimoniais do clã, e, portanto, elas precisavam ser castigadas. Elas foram então embarcadas á força - sob a ameaça de fuzis - dentro da van Land Cruiser dos seus seqüestradores, que as conduziram de volta para a aldeia familiar de Baba Kot. Lá, uma jirga - assembléia de notáveis - estava à sua espera, solenemente convocada para decidir sobre as sanções a serem aplicadas contra elas. Prometeram-lhes uma morte muito especial. Esta seria precedida por um pavoroso suplício que deveria servir de lição para todas as outras moças da comunidade.

No dia seguinte, conduzem as cinco condenadas até a parte central de uma área deserta. Os carrascos da tribo levaram consigo uma escavadeira. A máquina começa a cavar uma fossa. Então, o motorista que está nos comandos do buldôzer aciona a lâmina dentada. Ele a dirige sobre as mulheres que estão amarradas e alinhadas. A ferramenta funciona como uma faca gigante que tritura sua carne, seus ossos, seu crânio. Depois disso, uma rajada de tiros de fuzil as ceifa. A escavadeira empurra então os corpos martirizados para dentro da vala que se tornaria o seu túmulo. Elas sangram em abundância, mas, conforme relatarão mais tarde os jornalistas paquistaneses, elas ainda não haviam sucumbido aos seus ferimentos quando os torturadores começaram a cobri-las com areia e pedras.
(...)
A Land Cruiser que permitiu seqüestrar as cinco mulheres tinha uma placa oficial que é reservada exclusivamente para os veículos do governo do Baluchistão. Segundo apontaram várias testemunhas, o instigador do assassinato seria Abdul Sattar Umrani, que não é ninguém mais que o irmão de Sadiq Umrani, o ministro da habitação do governo do Baluchistão, um respeitado membro do Partido do Povo Paquistanês (PPP), o partido do clã dos Bhutto que está atualmente no poder no Paquistão. Por mais que o movimento que foi liderado durante mais de duas décadas por Benazir Bhutto (assassinada no final de 2007) se valha de um progressismo teórico em relação à questão dos direitos das mulheres, as tramóias e os conluios politiqueiros quase sempre acabam soterrando os nobres ideais. Acima de tudo, o PPP tenta evitar ofender os chefes de tribo do Baluchistão, uma província que contribuiu de maneira decisiva para a eleição, em 6 de setembro, de Asif Ali Zardari, o viúvo de Benazir, para a presidência do Estado.
(...)
Mir Israhullah Zehri, um representante de um partido nacionalista do Baluchistão, apresenta como argumento uma justificativa cultural dos "crimes de honra". "Estas são tradições que remontam a muitos séculos", argumenta, "e eu sempre lutarei em favor da sua manutenção".

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Chiclete para os ouvidos - parte II

Foi só uma amiga comentar, hoje no almoço, que tinha trabalhado na redação da "Contigo" com o Décio Piccinini (aquele jurado dos calouros do Silvio Santos), para o meu cérebro tocar imediatamente essa musiquinha e eu ficar com ela na cabeça a tarde inteira! Já passa de sete da noite e não agüento mais, preciso dividir isso com vocês, especialmente com as queridas colegas de trabalho. Afinal, esse jingle "é coisa nossa". Quem se lembra?
ps: nessa versão, de 82, o Silvio ainda fazia o auditório cantar que "O (presidente) Figueiredo é coisa nossa". Disso eu não lembrava... Medo!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Chiclete para os ouvidos


Herdei de minha mãe um certo tipo de TOC musical. Explico: sou absolutamente suscetível a músicas ou jingles grudentos (em 99% dos casos, da pior qualidade, obviamente). A diferença é que ela tem mania de cantarolar, enquanto eu fico repetindo o trecho-chiclete apenas em minha cachola, tipo um disco riscado. Hoje, por exemplo, estou obcecada com o jingle "Sorria, meu bem, sorria, é Kassab prefeito, 25 no peito, neste a gente confia" (ai, como é duro ter TOC musical em época de campanha eleitoral!!). Ontem, por causa de um vídeo do Youtube que assisti no blog de um colega do trabalho, fiquei o dia inteiro repetindo "iêiêiêiê pa-pa-pa-pa-peeel", aquela música dos anos 80, que eu não faço a menor idéia da letra. Nem é das piores, eu sei, só é breguinha mesmo (mas muito melhor do que qualquer pagode, axé ou sertanojo da vida, claro). Você também é assim? Também sofre com as músicas de segunda que grudam nos ouvidos? Lembra de alguma pra contar aqui pra gente?
PS. Ah, lembrei de uma boa: "Aiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiaiai", da Vanessa da Mata. Nossa, como penei com essa, vixe...

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Aprendendo com a diva

Sempre fui meio jaca mole. Semana passada, depois de assistir ao tombo da Madonna em pleno palco, fiz uma espécie de retrospectiva das vezes em que vi o chão bem de pertinho. Lama! Por que a gente se sente tão de segunda quando cai? Nossa, como é constrangedor! Rola aquela saia justa, todo mundo olhando sem saber se primeiro morre de rir ou estende a mão para ajudar o ser espatifado... Eu confesso que depois de protagonizar cenas hilárias de quedas inexplicáveis, desenvolvi a técnica do “socorro que o negócio foi sério, acho que quebrei o pé”, ou algo parecido. Porque isso pelo menos desperta algum tipo de solidariedade nos expectadores... Mas a verdade é que nem sempre adianta – sem contar que pode gerar falta de credibilidade futura numa queda mais séria. Nunca me esqueço da vez em que caí literalmente de boca na frente de uma oficina mecânica, depois de tentar alcançar o busão e tropeçar na minha própria saia. Foi tipo um ‘tibum’, sabe? Tanto é que os óculos de sol que eu estava usando racharam no meio... Mega vergonha! Depois, outra vez, me espatifei no meio do pátio da escola e fui motivo de chacota entre os amigos e não amigos por uma semana, ou mais. Ano passado tive a proeza de trincar um osso do pé no quintal da casa de uma amiga depois de encarar apenas alguns (!) copinhos de cerveja (mas eu estava sóbria, eu juro!). Resultado: um mês usando aquela botinha ortopédica suuuuper de quinta. Enfim, o fato é que depois de assistir ao vídeo da Madonna caindo de bunda e levantando como se nada tivesse acontecido, virei mais fã ainda dessa mega diva popstar. Porque cair faz parte da vida, e o negócio é fazer exatamente como ela fez: agir com naturalidade, sem perder a pose. Simplesmente levantar, sacodir a poeira e dar a volta por cima, sem choro nem vela. É ou num é?

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

A chef no divã



A chef Regina Bui pintou aqui no Garotas como "comentarista". Depressa eu e Palomita descobrimos o seu delicioso blog Um Divã na Cozinha, com textos e receitas espertas e bem-humoradas. Regina, paulistana, 39 anos, radicada em Campinas, é personal chef, ou seja, pode ir a sua casa ou a sua empresa, por exemplo, preparar uma comidinha de primeira. Ela também dá aulas de "Gastronomia Básica", o que compreende, nas palavras dela, em: "Mesclar técnicas de restaurante com a cozinha do dia-a-dia, e livrar o aluno da dependência de medidas e quantidade (uau, isso é uma libertação!), desenvolvendo paladar, visão e bom senso." Então, vamos mexer esse caldo, porque hoje é Regina Bui quem encara o nosso "Quiz GS":

1 Minha definição de segunda-feira: "Êita, diazinho..."

2 Uma receita de primeira com ingredientes de segunda: salada de chuchu com camarãozinho sete barbas cozido, cheiro verde, limão e sal.

3 Uma balada de segunda (-feira): caipirinha de saquê ou cinema. Ou os dois.

4 "Parece de segunda, mas é de primeira...": transexual. Já conversou com um?

5 "Parece de primeira, mas é de segunda...": socialite. Já conversou com uma? rs..rs...rs..

6 Uma pessoa de primeira: espirituosa.

7 Uma atitude de quinta: vampirismo.

8 Um programa de quinta: festa de aniversário por obrigação.

9 Um dia em que eu me senti de segunda: fui assaltada no semáforo por um menor de idade. Colocou um estilete no meu pescoço e pediu o dinheiro da carteira. Pra piorar a sensação de segunda, parei numa delegacia a 700 metros dali para avisar sobre o bando de molecada que estava agindo e ninguém se mobilizou.

10 Um antídoto contra a TPS (tensão pré-segunda): qualquer coisa, menos assistir a programas especiais de domingo na TV.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Tudo por um ovo



Vou fazer uma confissão terrível: eu cometi um atitude de quinta! E foi numa segunda-feira. A passada. Que começou assim: a Didi, minha empregada querídissima, resolveu me dar um perdido depois de uma DR na sexta-feira --e não aparecer na segunda. Lá fui eu, sozinha, dar conta dos e-mails matinais de trabalho e da Anita: banho, escova no cabelo (aos 4 anos, ela está fazendo questão, pode?), lanche na lancheira... Lá pelo meio-dia, atrasada, descabelada e faminta, fui com ela almoçar num quilo supergostoso, o "Meio-dia Barriga Vazia", que fica ao lado da escolinha. Depois de fazer o prato da Anita, fui fazer o meu. Vi, então, apenas um ovo frito, brilhando na travessa da frente. Havia uma mulher ao meu lado e, pela ordem da fila, eu teria de esperar que ela desse a volta no balcão, para chegar ao ovo. Só que, na pressa, em um segundo, sem pensar, eu atravessei a mão no balcão, alcançando a travessa do outro lado, e peguei o único e último ovo! E fui correndo pesar o prato, quando ouvi a mulher que estava ao meu lado na fila perguntando à atendente: "Estão fritando mais ovos lá dentro?". Fiquei na minha, mas... Putz, que de quinta! Pela ordem, o ovo frito era dela. A pressa, dessa vez, foi inimiga da (minha) educação. Furar fila de quilo por causa de um ovo é o fim. Que vergonha! E você, já fez uma coisa, assim, de quinta?

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Trabalhar às segundas-feiras é prejudicial à saúde


"Infarto é mais comum às segundas de manhã, aponta estudo". Parece título de algum post aqui do Garotas, eu sei, mas não se engane: essa foi uma das manchetes do UOL hoje. Ou seja, podemos concluir que o mundo científico já está avançando no sentido de conscientizar a população sobre o perigo que é encarar a labuta numa segunda-feira. Percebe como a moléstia que aqui batizamos como TPS tem fundamento? Não é coisa de gente preguiçosa não. Não se trata de corpo mole, quiçá vagabundagem. A coisa é séria, minha gente. Clique aqui e veja com seus próprios olhos...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Monday Indie Rock

Ontem descobri a dupla Tegan and Sara, gêmeas canadenses de 26 anos, lésbicas, que fazem um barulho bacana na cena Indie. Nunca fui rock and roll, mas gosto de música boa, seja qual for. Gostei do som das meninas, que cantam e compõem juntas desde os 15 anos. Aqui, elas cantam "Monday, Monday, Monday...", canção bem apropriada para abrir os trabalhos de hoje... Feliz Segunda-Feira! Alguém já conhecia Tegan and Sara ou eu é que ando super-por-fora?

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A gente espera do mundo e o mundo espera de nós...


Diz aí: paciência é uma arte, não é? Eu sinceramente admiro muito as pessoas pacientes; acho o máximo quando vejo alguém que não se descabela com aquela barbeiragem cabeluda no trânsito, ou simplesmente não esquenta a cabeça se recebe uma mega chamada do chefe. Sou naturalmente estressada, apesar de parecer alguém relativamente zen. Ranjo os dentes quando sou obrigada a encarar uma fila de quinta no banco, tenho cólicas quando estou num engarrafamento de São Paulo e literalmente não respiro quando me sinto como um peixe fora d'água em determinadas situações do dia-a-dia. Fala sério: tem coisa mais de primeira do que se sentir em casa? Ah, como é bom! Como é bom conhecer as pessoas, os caminhos, as histórias... Em contrapartida, como é maravilhoso também mudar o rumo de nossa própria vida e trilhar caminhos mais felizes! A única coisa complicada, neste caso, é ter paciência com o re(começo)... Porque quando saímos de um trabalho antigo, por exemplo, e começamos um novo, apesar de toda a alegria e entusiasmo com o que está por vir, precisamos de um mínimo de tempo para que o desconhecido 'assustador' se transforme naquele velho conhecido aconchegante. Precisamos da tal da paciência - consigo, com o outro, com a vida. Então, querido leitor, aproveito esta noite abafada de quinta(feira) para presenteá-los com uma lindíssima música do Lenine e lançar a seguinte pergunta: o que você faz para exercitar essa virtude de primeira chamada paciência?

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Gostinho retrô


Se a semana está difícil, nada como um almoço em boa companhia, num lugar gostoso, para mudar a ordem do dia. Então uma amiga sugeriu a "Casa 60". Que surpresa boa: ao entrar no pequeno restaurante, voltei no tempo e me senti na casa da vovó ou daquela tia do interior. Instalado numa casa do bairro de Pinheiros, o lugar é todo retrô, com toalhinhas de crochê nas mesas, poltronas com pés de palito, pratos e xícaras antiguinhos, e um cardápio de comida caseira que é uma tentação. Naquele dia, o prato principal era frango com quiabo, mas já sei na segunda-feira tem virado à paulista e, às quartas (como não?), feijoada. Isso além do buffet de saladinhas (R$ 18 por pessoa, o menu completo) e sucos de primeira como limão com gengibre ou abacaxi com carambola. Nesse clima aconchegante, eu e minha amiga engatamos um papo de comadres, como se estivéssemos mesmo numa casa de interior, de vó, de tia, em algum lugar do passado. Casa 60: rua Simão Álvares, 968, tel. 3814-9547. E qual é a sua dica para um almoço de dia de semana?

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Uma explosão de prazer


Domingo passado, aproveitando a fase ‘casa nova, vida nova’ dos meus pais - e já visualizando a crise de TPS que enfrentaria na hora do Fantástico -, antes de ‘rumar’ para a capitarrr roubei um pedaço de plástico-bolha de uma das caixas que ainda se encontram abarrotadas por causa da mega-mudança que eles enfrentaram há um mês. Como estava de carona com uma prima, optei por me jogar de cabeça no trabalho terapêutico depois, mais tarde, quando estivesse sozinha. Porque os plec-plecs realmente relaxam o sujeito que estoura as bolhinhas, mas irritam profundamente quem está ao lado – e eu não poderia ser ingrata com alguém que, além de ser super de primeira e da família, me salvou de uma viagem de segunda num Cometão da vida. Pois bem, cheguei em casa e fui logo me aboletando no sofá com o artifício em mãos. Plec, plec, plec e mais plec. Ah, que maravilha! Juro, fiquei ali uns 20 minutos, na maior concentração, e depois me senti renovada. É claro que o plástico-bolha não resolve o problema da TPS, mas pelo menos ameniza os sintomas. Tipo uma Aspirina, sabe? Já ajuda... Enfim, até a Wikipédia descreve o ato de estourar bolhinhas como desestressante. Tá lá, “apertar as bolhas uma a uma, ouvindo o calmante som ‘poc’, ou ainda torcer o plástico para estourar o maior número possivel de uma vez”. Vocês também apreciam a atividade? Já tentaram utilizá-la num domingão de quinta? Têm outras receitas estapafúrdias para amenizar a depressão pré-segunda?

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Papo de princesa


Ontem levei Anita, a filhota de 5 anos, ao show Disney On Ice, no ginásio do Ibirapuera. E chorei! Em pleno domingo, meio-dia. Combinamos com a mãe da Marcia, uma amiguinha da escola, e fomos as quatro. Anita vestida com a fantasia da Cinderela, com direito a maquiagem conquistada no choro. Minha lembrança do Holiday On Ice era de infância: lá pelos 7 anos eu tinha ido com meus pais ao show no gelo, no mesmo ginásio. Claro, o palco agora me pareceu minúsculo. Mas o show continua um clássico de primeira: as fadas e as princesas todas, os príncipes, as roupas cheias de brilho, os cenários fluorescentes, rodopios e efeitos inacreditávies, as músicas dos filmes... De repente, eu e a mãe da Marcia nos pegamos com os olhos cheios d´água. E as menininhas em êxtase, claro. "Mas cadê a Cinderela?", perguntava Anita, a cada cinco minutos. É a princesa preferida dela. E da amiga também. Já tinha rolado a história da Jasmine, da Ariel (A pequena Sereia), da Branca de Neve, e até da Mulan, a menos popular... Pensei: se a Cinderela não aparecer, estou frita. Mas tinha um bom motivo: Cinderela veio em grande estilo, depois do intervalo. Foi a história de princesa mais longa, encenada em detalhes. Cinderela deve ser a preferida da maioria. Por quê será? "Porque a Cinderela não tem ninguém por ela", disse minha amiga, mãe da Marcia. É mesmo! Branca de Neve tem o apoio dos anões, Ariel tem seu pai, o rei Tristão, A Bela Adormecida é criada pelas três fadinhas (Fauna, Flora e Primavera), enquanto Cinderela é órfã, vive na mão da madrasta e daquelas duas irmãs de quinta, enfim, é uma batalhadora... Sim, ela tem a ajuda dos ratinhos e da fada madrinha. Mas não tem uma casa em que se sente bem nem uma figura de proteção, como as outras princesas. E consegue mudar seu destino, depois de se ferrar muito! Vai ver por isso é a mais admirada de todas - o show do gelo termina com o casamento de Cinderela, e as outras princesas e seus respectivos príncipes como convidados. E muitos fogos de artifício! E lágrimas de mães como eu! Porque sonhar é sempre de primeira: "Um sonho é um desejo da alma", diz a música da Cinderela... Aqui, um trecho desse clássico da Disney. Será que essa teoria sobre a Cinderela procede? O que vocês acham?

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Devagar e sempre



Musiquinha de primeira em homenagem à fase de quinta que anda assolando este blog de segunda.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Malas e malices

Tenho um sério problema com malas. De todos os tipos, tamanhos e espécies. Sem alça, sem rodinha, sem noção, sem graça... Argh! Lama! Mas seguindo a linha do "pôr pra fora é terapêutico" (viva Freeeeeeud!), dei um depoimento pro canal de Turismo do portal iG sobre minha difícil relação com as bagagens (pois é, dessa vez as malas humanas foram poupadas). Quer dar uma olhada? Então clique aqui!

PS. Conselhos de primeira para que eu possa melhorar o meu relacionamento com bagagens e demais tipos de malas são naturalmente bem-vindos.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Ela é fuego!



Hoje tem estréia! O Quiz GS (Garotas de Segunda), com 10 perguntinhas temáticas, vai trazer para o blog a opinião de gente de primeira. A começar pela talentosa escritora (e blogueira) Andréa Del Fuego, 33 anos, autora de "Engano Seu" (ed. O nome da Rosa) e do infanto-juvenil "Sociedade da Caveira de Cristal" (ed. Scipione), lançado na última bienal, entre outros. Andréa fala dessa relação tão delicada com o primeiro dia da semana, até mesmo para uma escritora que (teoricamente) não tem horário fixo de trabalho, y otras cositas más...

1 Minha definição de segunda-feira:
A vida pós-domingo, pós-morte.
2 Uma receita de primeira com ingredientes de segunda:
Kibe com soja no lugar da carne, a aparência é a do quitute, mas o sabor não chega perto.
3 Uma balada de segunda (-feira): Não sair de casa, botar a roupa para lavar e não atender o telefone.
4 "Parece de segunda, mas é de primeira...":
Moela de frango, uma boa moela ao molho ragu é de primeira categoria.
5 "Parece de primeira, mas é de segunda...": Gente chique parece de primeira, mas é de segunda. Eles parecem saudáveis, estimáveis, mas olhe mais de perto.
6 Uma pessoa de primeira:
Michelle Obama, a mulher do senador/presidente parece de primeira, sólida, essa mulher ainda vai dar trabalho.
7 Uma atitude de quinta: Fofoca mentirosa. Fofoca sobre o que de fato aconteceu nós aceitamos, mas a de mentira é de quinta.
8 Um programa de quinta:
Sair todos os dias, beber todos os dias.
9 Um dia em que eu me senti de segunda Muitas vezes me senti de segunda, acho que a primera vez foi quando me apresentei no balé do prédio (de garagem) e meu tamanco voou do pé numa pirueta, aos sete anos.
10 Um antídoto contra a TPS (tensão pré-segunda): Desligar a televisão antes que comece o Fantástico, aliás, não ligar a televisão em momento algum nesse dia.


quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Tan tan tan tan

Sabe o que é mais legal de época de eleição? Que a gente tem assunto de sobra. Pudera, afinal nós, 'cidadões' - como disse o super-dotado Kid Bengala, outro candidato hilário, num vídeo que vi no site do Estadão - somos obrigados a ver todos os dias, por quase dois meses, figuras e campanhas de segunda pra baixo... Por exemplo, vocês já viram o filho falso do Enéas? Gente, dá só um look... Barba, óculos, bordão, cara-de-pau, tudo igual. O único detalhe é que o pai não é o Enéas Carneiro, é outro. Fala sério, é ou não é o fim de tudo o que acabou?

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Até tu, Bubbaloo?


Venho por meio desse post informar que a goma de mascar Bubbaloo não é mais a mesma. Movida por lembranças da adolescência, comprei na lanchonete um tubinho de quatro unidades do novo formato do Bubbaloo. Sabor menta. Queria mordê-lo e sentir aquele caldinho que vem dentro. Queria me sentir com 12 anos, no banco de trás do carro, meu pai me levando para a escola, e nada para pensar, além de mastigar meu chiclete e sonhar... Rasguei, então, o tubinho (também é difícil de abrir). Que decepção! O caldinho do Bubbaloo diminuiu! Pelo menos nessa versão de 14,8 gr, vem tão pouco que não dá o mesmo barato. Era um chiclete de primeira, agora de segunda. E não é só o Bubbaloo: por que as coisas tem a tendência a aumentar de preço e diminuir de tamanho ou perder qualidade? Acontece com o pão de queijo da esquina, com o suco da padaria... Você conhece outro produto que era de primeira e anda meio de segunda? Conta pra gente! Vamos testar e protestar! Como assim, Bubbaloo sem caldinho?! Onde já se viu?!...

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Perdas e ganhos



Para quem tem um rebento, um sobrinho fofo, um afilhadinho, e quer um programinha legal amanhã à tarde, fica aqui uma dica: na Livraria da Vila da Fradique vai rolar o lançamento de "O Amigo Imaginário", primeiro livro de Alessandra Bourdot e do selo "Toquinha", ambos filhos (a autora, e o selo) da querida Isolda. O tema do livro não é fácil: como falar de morte com crianças? Existe vida depois da morte? A história de Pedro, de 7 anos, que perde o irmão mais velho e cria um amigo imaginário, como forma de lidar com a perda, trata do assunto com uma linguagem simples e sensível. O lançamento acontece às 15h, com contação de histórias e coquetel infantil (brigadeiro e guaraná, humm!). Vai lá: Rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Mallandro é malandro e mané é mané


Segunda passada, antes de encarar a cerveja sem álcool, sem graça e sem gelo do Filial, eu e Rô vimos esta super celebridade da foto na pré-estréia do filme Os Desafinados, em São Paulo, que foi realizada no Unibanco ArtePlex e estava absolutamente abarrotada de globais e ex-globais de todos os tipos (de primeira, de segunda e de quinta). Ontem li na coluna da Mônica Bérgamo da Folha que o malandro (digo, Mallandro), ao invés de ficar fazendo caras e bocas para os trocentos fotógrafos presentes no evento, aproveitou para fazer campanha (já que pleiteia uma boquinha na Câmara Municipal) e distribuir santinhos com o slogan "São Paulo + justo é São Paulo + alegre". Pena que não peguei um, senão faria questão de postá-lo aqui para dividir esta relíquia mega de segunda com vocês...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Movimento "geladeira própria para as cervejas caretas"


Na última segunda-feira, eu e minha parceira comemoramos quando nos demos conta de que estávamos mais uma vez encarando juntas o árduo desafio de encontrar um bar aberto à uma da manhã, numa segunda-feira (ok, já era terça), na Vila Madalena. Depois de algumas tentativas frustradas, fomos praticamente obrigadas a apelar para o bom e velho Filial – pois no dia em que este estiver fechado, aí sim é sinal de que o mundo da boemia está realmente perdido. Encontramos uma mesa com facilidade, o que antes da lei seca era impossível de acontecer, mesmo numa segunda (ou terça, que seja!), e sentamos à espera do garçom. Quando ele chegou para anotar nossos pedidos, a Rô perguntou se a cerveja sem álcool do bar estava gelada, e o senhor muito honestamente respondeu “mais ou menos”. Minutos depois, voltou com uma garrafa de Liber ABSOLUTAMENTE QUENTE (tipo fora da geladeira mesmo), justificando que as “cervejas caretas” ficam na mesma geladeira abarrotada dos refrigerantes, e por este motivo não gelam muito. Agora me diz, além de termos que engolir o sapo de não poder beber sequer um choppinho quando estamos ao volante, somos obrigados também a engolir cervejas sem álcool a 23ºC? É isso?

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Ando com minha cabeça já pelas tabelas


Coisas estranhas vêm me acontecendo. Há algumas semanas, tranquei a porta do carro com a chave dentro. Terça-feira retrasada simplesmente esqueci de aparecer na terapia, e só fui me lembrar do compromisso perdido umas cinco horas depois (Freud explica?). Ontem, pasmem!, o feito do carro se repetiu. Travei a porta com a chave dentro, mais uma vez. Os moços que trabalham no estacionamento em frente ao meu prédio não acreditaram, bem como a atendente da companhia de seguros, que fez questão de perguntar “mas a senhora fez a mesma solicitação de chaveiro há algumas semanas, não é?”, e eu “sim, sim, querida, possuo uma esplêndida capacidade de reproduzir cagadas astronômicas”. Enfim, sabe aquelas fases em que todo dia parece uma segunda-feira de quinta? Pois bem, andei assim (vou usar o verbo no passado pra ver se ajuda a fechar o ciclo). Me senti exatamente como o personagem do Bill Murray naquele filme do dia da marmota, o Feitiço do Tempo (Groundhog day) – quem assistiu entenderá a foto que escolhi para ilustrar este post. Mas agora, aproveitando a carona desta segunda-feira que chega ao fim, me despeço sem nenhuma dor no coração do inferno astral insistente e pegajoso, que quase me deixou maluca. E aguardo, ansiosa, pelo merecido final feliz.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Cinderela moderna



Se tem uma coisa de primeira, sexy no último, é esse sapato de solado vermelho, criado pelo francês Christian Louboutin. E olha só o que o designer diz na revista Elle de junho, quando a repórter pergunta quantos sapatos uma garota deve ter: "Sete, como os sete pecados capitais. Um para se divertir, um para flertar, um para trabalhar, um para escapar, um para o sexo, um par sempre novo e um de que não se goste mais. É bom ter algo de que não se gosta. Isso vai contra a idéia de que é preciso estar perfeitamente bem-vestida o tempo todo." É uma idéia. Fiquei a fim de dar uma limpa na minha sapataria: pensando bem, é de quinta ter sapatos demais, sem contar que sapato parado deve empatar a vida (essa eu inventei agora). De repente, faço como uma amiga que, inspirada pelo meu post sobre brechós virtuais, criou o seu, o Fashion's Vintage . Eu mesma já arrematei umas peças de primeira. E você, Cinderela? Quandos pares de sapatos tem no armário? Seria capaz de seguir o conselho de monsieur Louboutin?